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Exército de Israel realiza operação no Líbano e cria zona de segurança

Exército de Israel cria zona de segurança no sul do Líbano enquanto amplia atuação terrestre após ataques do Hezbollah

Um tanque de Israel avança na fronteira com o Líbano. Foto: Jalaa MAREY / AFP
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  • Exército de Israel anuncia criação de zona de segurança no sul do Líbano após ataques do Hezbollah.
  • Porta-voz Effie Defrin afirmou que o avanço busca manter civis longe de ameaças, cumprindo ordem do ministro da Defesa para controlar posições estratégicas adicionais no Líbano.
  • Tropa terrestres teriam avançado a partir das planícies de Kfarkila e Khiam, próximas à fronteira com Israel.
  • Hezbollah lançou drones e foguetes contra bases israelenses; Israel bombardeou bairros do sul de Beirute e dezenas de povoados no Líbano.
  • Deslocamento de pelo menos 30 mil pessoas segundo as Nações Unidas; governo libanês proibiu atividades militares do Hezbollah, medida considerada irreversível pelo presidente.

O Exército de Israel informou nesta terça-feira 3 que está criando uma zona de segurança no sul do Líbano, após ataques do Hezbollah. A medida faz parte de uma ofensiva de Israel no contexto da atuação iraniana na região e visa separar as populações de possíveis ameaças. O anúncio foi feito pelo Comando Norte.

Minutos antes, uma fonte do Exército libanês disse à AFP que tropas israelenses teriam feito uma incursão na fronteira sul do Líbano. Segundo a fonte, unidades terrestres teriam avançado a partir das planícies de Kfarkila e Khiam, próximas à fronteira.

O plano de Israel prevê a ocupação de uma faixa de terra no sul libanês, sob a justificativa de impedir ataques contra cidades fronteiriças israelenses. O ministro da Defesa, Israel Katz, havia ordenado o avanço para assumir posições estratégicas adicionais no Líbano.

O Hezbollah, aliado do Irã, entrou no conflito na semana passada com ataques de foguetes e drones contra alvos em Israel. Em resposta, Israel bombardeou áreas no sul de Beirute e centenas de aldeias no sul do Líbano, segundo relatos de agências internacionais.

A escalada provocou deslocamentos significativos: as Nações Unidas estimaram ao menos 30 mil deslocados. O Hezbollah mantém que atua em solidariedade aos palestinos do Gaza.

Diante da intensificação dos confrontos, o governo libanês proibiu a atividade militar do Hezbollah. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou que a medida é irreversível, ampliando o desfecho diplomático ainda incerto da crise.

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