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Chave da réplica militar iraniana: cidades de mísseis ocultas em montanhas

Teerã mantém arsenal com mais de três mil mísseis, incluindo cidades de mísseis subterrâneas a até quinhentos metros, visando dissuadir ataques de Israel e dos EUA

Imagen satélite donde se aprecian túneles colapsados en la base de misiles Tabriz North, en Irán, este domingo.
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  • O Irã possui mais de três mil mísseis balísticos e criou bases subterrâneas, chamadas de “cidades de mísseis”, em montanhas a até cinquentos metros de profundidade, com alcance de até dois mil quilômetros.
  • Aproximadamente dois mil mísseis do arsenal iraniano podem atingir países da região; o país também tem drones kamikaze e mísseis de cruzeiro.
  • Israel e Estados Unidos têm atacado alvos relacionados aos lançamentos, destruindo lançadeiras móveis e rampas de lançamento em bases iranianas.
  • O conflito tem mostrado uma “guerra de salvas”, com ataques iranianos a várias bases na região e a navios no estreito de Ormuz; a lista de alvos inclui bases de Estados Unidos.
  • A eficácia da resposta depende de danificar entradas e saídas das cidades subterrâneas; se destruídas, essas bases poderiam impedir lançamentos de mísseis.

Irã possui um amplo arsenal de mísseis balísticos, estimado em mais de 3.000 unidades, com maior foco na capacidade de lançamento convencional. O país tem investido na precisão dos projéteis nas últimas décadas, segundo análises de especialistas militares.

As bases de lançamento dependem de redes subterrâneas, conhecidas como “ciudades de misiles”, erguidas em montanhas a até 500 metros de profundidade. Nelas, mapas apontam abrigos para alvos de longo alcance como Shahab-3, Sejil e Khorramshahr, com alcance de até 2.000 km.

Bases subterrâneas e estratégia

Guillermo Pulido, analista, afirma que cerca de 2.000 dos mísseis podem alcançar países vizinhos; o restante serve a fins regionais. A Guarda Revolucionária controla o arsenal e já divulgou vídeos de túneis usados para disfarçar o lançamento.

Israel informou ataques a bases de mísseis iranianas durante o verão, visando interromper lançamentos. Em Tabriz North, imagens de satélite mostraram túneis com áreas danificadas, após explosões e desabamentos.

Cenário militar e efeitos

Especialistas destacam que, se entradas e saídas das cidades de mísseis forem atingidas, as plataformas móveis em caminhões ficam inutilizadas. A prioridade é localizar pontos de lançamento para reduzir a capacidade de retaliação.

A troca de ataques entre Irã, Israel e Estados Unidos envolve também ataques a bases norte-americanas na região e ao estreito de Ormuz, passagem estratégica para o petróleo mundial. O conflito continua em curso, com impactos humanos e regionais significativos.

Contexto internacional

Boatos de ataques atingem várias bases na região, incluindo aliados dos EUA. O debate sobre escalada envolve também danos a navios no estreito de Ormuz e a ataques a alvos civis, mantendo o foco na dissuasão e na destruição de infraestruturas de lançamento.

Fontes: agências internacionais e analistas militares.

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