- O Irã promete retaliação ainda maior contra bases dos EUA no Oriente Médio e contra Israel, após a morte do aiatolá Ali Khamenei.
- O país formou um Conselho de Liderança interino para governar até a escolha de um novo líder supremo.
- O Irã afirma que ataques anteriores de EUA e Israel causaram danos e promete responder com força, segundo Ali Larijani.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã não deve retaliar e avisou sobre uma resposta com “força nunca antes vista” caso haja escalada.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao povo iraniano que vá às ruas para derrubar o regime, enquanto se mencionam ataques a milhares de alvos nos próximos dias.
O Irã prometeu retaliar com ainda mais força após a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. Autoridades iranianas disseram que há planos de ataques a bases dos Estados Unidos no Oriente Médio e a Israel, mantendo o foco na resposta à investida adotada contra o Irã.
O governo iraniano anunciou a formação de um Conselho de Liderança interino para conduzir o país até a escolha do novo líder supremo. A decisão ocorre em meio a tensões crescentes com os EUA e Israel, após o assassinato divulgado na semana passada.
Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, afirmou que Washington e Tel Aviv não conseguirão neutralizar a nação iraniana. Segundo ele, o Irã manterá firmeza, citando supostos ataques já realizados contra alvos norte-americanos e israelenses.
Trump respondeu por meio de uma mensagem pública, sustentando que o Irã não deve ampliar as ações de retaliação, sob o risco de enfrentar uma força de intensidade sem precedentes. O tom foi de dissuasão frente a eventuais novas ofensivas.
Netanyahu, por sua vez, apelou ao povo do Irã para que saia às ruas com o objetivo de derrubar o governo atual, afirmando que o país poderá enfrentar ataques a milhares de alvos nos próximos dias. O premiê considerou que esse movimento é necessário diante do que chamou de regime terrorista.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu uma nota destacando o risco global decorrente da agressão de Israel e dos EUA, acusando violações do direito internacional. O texto enfatizou que a indiferença diante de crimes provocaria consequências graves para o mundo.
Entenda
Pela segunda vez em oito meses, Israel e os EUA lançam ações contra o Irã em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano. O Irã defende que o programa é pacífico e propôs inspeções internacionais. Em contraponto, Israel não permite inspeções de seu programa nuclear, e os EUA já abandonaram acordos anteriores.
Ao longo de 2025, o governo de Trump anunciou novas exigências, incluindo o desmantelamento do programa nuclear iraniano, o fim do arsenal de mísseis balísticos de longo alcance e a redução do apoio a grupos considerados adversários de Israel, como Hamas e Hezbollah.
Entre na conversa da comunidade