- O conflito já dura quase cinco anos e os ganhos russos são modestos: cerca de 1.865 milhas quadradas em 2025 (0,8% do território), com avanços médios de 70 metros por dia em Pokrovsk e 23 metros em Kupiansk.
- Ucrânia realizou contraofensiva ao norte de Hulyaipole, em Zaporizhzhia, ganhando cerca de 40 milhas quadradas neste mês; a operação ocorreu após a decisão de Starlink favorecer o Ucrânia; Kupiansk já havia sido recapturada em dezembro e o presidente Volodymyr Zelensky visitou a cidade três semanas depois.
- A Rússia continua a tentar moldar a narrativa de que a Ucrânia está à beira do colapso, enquanto Moscou pressiona pela retirada de tropas de Donetsk ou pela criação de uma zona desmilitarizada; a OTAN estima que não há perspectiva de captura da região nos próximos 18 meses, com alto custo.
- A guerra degrada fortemente a situação humanitária: mais de um milhão de ucranianos ficam sem eletricidade, aquecimento e água; em Kyiv, cerca de 2.600 edifícios não têm energia ou aquecimento, com temperaturas em torno de -20°C.
- No plano militar ucraniano, o ministro da defesa, Mykhailo Fedorov, busca ritmo maior de baixas russas—50 mil por mês, contra cerca de 35 mil hoje—apoiado por drones, que respondem por grande parte das baixas; cerca de 200 mil civis ucranianos estão ausentes sem autorização.
A quatro anos do início da invasão da Ucrânia, o avanço russo é modesto, enquanto Kiev mantém resistência firme. Analistas apontam que o ritmo de ganho territorial é baixo frente ao tamanho do país, com ganhos semanais na faixa de dezenas de quilômetros.
Um contra-ataque ucraniano ao norte de Hulìaipol, em Zaporizhzhia, ampliou território em torno de 40 milhas quadradas neste mês, aproveitando a interrupção do uso do Starlink pelos russos. A ofensiva sucede a recuperação de Kupiansk, em Kharkiv, em dezembro, e a visita de Zelenskyy ao front pouco tempo depois.
Especialistas destacam que a narrativa russa de derrota lenta não condiz com a realidade. Dados do CSIS indicam ganhos diários modestos, e analistas da área de defesa ressaltam que a melhoria é associada a condições climáticas e a barreiras de comunicação, como a limitação de operações russas.
Situação militar
A ofensiva ucraniana ocorre em terreno aberto e tem contado com apoio tecnológico, incluindo bloqueio de comunicações russas por tempo limitado. Observadores ressaltam que a maior parte das baixas vem de drones, o que impede grandes concentrações de tropas.
Paralelamente, Moscou insiste na retirada de tropas de áreas como Kramatorsk e Sloviansk, propondo zonas desmilitarizadas sob supervisão. Avaliações de inteligência da Otan sugerem que a capturação da região Donetsk não é provável no curto prazo, dadas dificuldades logísticas e urbanização intensa.
Desafios humanitários
Mais de um milhão de ucranianos permanecem sem eletricidade, aquecimento e água durante o inverno rigoroso, com temperaturas chegando a -20°C. Em Kiev, milhares de edificações enfrentam falta de energia e aquecimento, elevando o desconforto nas residências.
O governo ucraniano afirma buscar estratégias para ampliar o ritmo de defesa. O ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, sinalizou metas de reduzir o efetivo russo com mais intensidade, embora o desafio logístico e o desgaste do pessoal sejam citados por especialistas.
Perspectivas e contexto internacional
A situação envolve diplomacia complexa, com divergências entre aliados sobre a cadência de apoio. Analistas afirmam que não há, no momento, uma estratégia unificada de cessar-fogo imposta a Moscou, o que mantém o conflito em estado de impasse.
Estudiosos destacam que a pressão de aliados ocidentais permanece relevante para sustentar o apoio militar, embora alguns elementos internos diverjam sobre o ritmo e a forma de cooperação com Kiev. A dinâmica continua a depender de fatores no terreno e de decisões políticas internacionais.
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