- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estar avaliando um ataque seletivo contra o Irã para pressionar um acordo nuclear.
- O Pentágono já mobiliza um grande dispositivo militar no Oriente Médio; a decisão pode ocorrer em até quinze dias.
- Em Genebra, a delegação iraniana propôs detalhes, mas Washington quer que Teerã retire apoio a grupos na região, limite os mísseis e renuncie ao enriquecimento de urânio; Irã não admite incluir mísseis balísticos e não renuncia ao enriquecimento futuro.
- Há relatos de planos para atingir alvos específicos e, se necessário, buscar mudança de regime; a operação poderia durar semanas e mirar tanto instalações nucleares quanto de segurança.
- O Irã disse que responderá na mesma língua se confrontado; na região, já estão o porta-aviões Abraham Lincoln e o Gerald Ford, além de dezenas de aeronaves dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que avalia um ataque seletivo contra o Irã para pressionar Teerão a aceitar um acordo sobre o programa nuclear. A declaração ocorreu durante um café com governadores na Casa Branca.
Trump disse que é possível considerar a opção, sem ter tomado a decisão final ainda. O Pentágono prepara um amplo dispositivo militar na região em meio às negociações indiretas entre Washington e Teerã.
O governo iraniano informou que, em caso de ataque, responderá com o uso da força. A escalada ocorre enquanto Washington espera uma proposta detalhada de Teerã nas negociações em curso.
Desenvolvimento diplomático
Na última rodada de conversas, em Genebra, a delegação iraniana se comprometeu a apresentar uma proposta para reduzir as discrepâncias entre as partes. Washington exige retirada do apoio iraniano a grupos na região e limitações aos mísseis.
Teerã argumenta que não pode incluir seu programa de mísseis balísticos nas negociações e recusa comprometer-se a não enriquecer urânio no futuro, defendendo direitos como signatário do Tratado de Não Proliferação.
Segundo relatos, Trump avalia um ataque inicial a poucos alvos para pressionar a aceitação das condições. Caso não haja resultado, o Pentágono planeja ampliar a ofensiva.
Movimentação militar
Fontes citam que o Pentágono já estudaria ataques a indivíduos dentro do aparato iraniano, com eventual objetivo de mudança de regime, caso a decisão seja tomada pelo presidente. Ações poderiam durar semanas e mirar tanto instalações nucleares quanto de segurança.
Os planos incluem a possibilidade de novas ofensivas caso o primeiro ataque não atinja os objetivos desejados, conforme informações da Reuters, com base em autoridades norte-americanas.
O conjunto de ações militares já envolve o porta-aviões Abraham Lincoln, em águas estratégicas, com escolta de três destróieres, além do grupo de apoio. O maior porta-aviões do mundo, o Gerald Ford, segue em direção à região com seu grupo, somando voos e recursos de apoio.
Além disso, dezenas de aeronaves, incluindo caças F-22, e sistemas de defesa reagiram ao movimento, reforçando o aparato de resposta rápida dos EUA na região. Autoridades destacam que o cenário permanece sujeito a mudanças rápidas.
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