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Sinais indicam possibilidade de ataque dos EUA ao Irã

EUA fortalecem presença no Oriente Médio com dois porta-aviões, sinalizando possível ataque ao Irã, enquanto negociações diplomáticas avançam apenas de forma mínima

Donald Trump ameaça a República Islâmica governada por Ali Khamenei. Fotos: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / IRANIAN SUPREME LEADER OFFICE / AFP
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã precisa fechar um acordo significativo com os EUA nos próximos dez dias, sob risco de consequências.
  • Os EUA estariam prontos para atacar o Irã neste fim de semana, mas ainda não declararam uma decisão; dois porta-aviões, incluindo o USS Gerald R. Ford, se aproximam do Oriente Médio.
  • O Pentágono começou a retirar parte do pessoal da região, enviando-os para a Europa e os Estados Unidos como medida preventiva.
  • Trump reafirmou, em postagem, que, se não houver acordo, pode ser necessário usar Diego Garcia e a pista aérea em Fairford para impedir ataques iranianos.
  • O Irã realizou exercícios militares com a Rússia no Golfo de Omã e no Oceano Índico; a Guarda Revolucionária participou de ações navais, enquanto há ameaça de bloqueio parcial do Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos sinalizam possibilidade de ação contra o Irã diante de tensões crescentes no Oriente Médio. O presidente Donald Trump mencionou, em apresentação pública, a necessidade de um acordo definitivo com Teerã nos próximos dias, sob pena de ações contundentes. Ao mesmo tempo, a imprensa norte-americana indica que a administração avaliou opções militares para o fim de semana.

A presença de forças americanas na região se intensificou, com a mobilização de dois porta-aviões, entre eles o USS Gerald R. Ford, que se aproximava do Estreito de Gibraltar vindo do Caribe. As publicações de Washington apontam que algumas opções consideram medidas de alto impacto para tentar forçar mudanças do Irã.

A divulgação de que Washington pode agir não é acompanhada de decisão tomada, segundo relatos de veículos norte-americanos. A imprensa descreve operações com potencial para atingir alvos de alto escalão no governo iraniano, caso seja acionada a força.

Força militar dos EUA perto do Irã

O Pentágono já confirmou a deslocação de várias unidades navais para a região, incluindo o USS Abraham Lincoln, com cerca de 80 aeronaves. O navio fica a cerca de 700 km da costa iraniana, com o Ford seguido por destroieres.

A dupla de porta-aviões está rara na região e reforça uma postura de dissuasão. Além das aeronaves, a frota contém caças furtivos, caças convencionais e aviões de reabastecimento. A presença é acompanhada de sistemas de defesa aérea.

Imagens de satélite mostraram o Ford próximo ao conjunto doLincoln, com previsão de se reunir à força de ataque ainda nesta semana. A configuração busca ampliar o alcance de operações no Golfo e adjacências.

Contexto diplomático e novas rodadas de negociação

Entre Washington e Teerã houve recente retomada de conversações, mediadas por Omã, com relatos de pequenos avanços. O objetivo é reduzir tensões após ameaças de intervenção militar feitas repetidamente por Trump.

O Irã, por sua vez, realiza exercícios militares conjuntos com a Rússia no Golfo de Omã e no Oceano Índico. As atividades visam aperfeiçoar coordenação operacional e troca de experiências, segundo a agência iraniana Irna.

Retirada de pessoal e avisos aos cidadãos

O Pentágono iniciou a retirada de parte de seu pessoal do Oriente Médio, direcionando–o a destinos na Europa e nos Estados Unidos. A medida funciona como precaução ante a possibilidade de novas ações ou represálias iranianas.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, pediu que cidadãos da Polônia no Irã deixem o país e reforçou o risco de um conflito armado. A orientação foi acompanhada de um alerta para evitar viagens desnecessárias à região.

Contexto regional

As tensões ocorrem em um momento de repressão a protestos no Irã, que já provocaram debates sobre a possibilidade de intervenção externa. As autoridades iranianas destacam que qualquer ataque pode desencadear uma guerra regional, mantendo o foco em defesa de suas posições.

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