- A fronteira de Rafah entre Gaza e o Egito reabriu, em ambos os sentidos, condicionada a 50 movimentos por dia.
- A retomada ocorreu nesta segunda-feira, 2 de dezembro de 2024, após a chegada da missão europeia Eubam (assistência) ao local.
- A abertura facilitará a entrada e saída de moradores de Gaza, incluindo cerca de 20 mil pessoas que necessitam de cuidados médicos.
- Também deverá permitir a entrada de 15 membros da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, sob supervisão do Conselho de Paz ligado ao governo de Donald Trump.
- No sábado anterior, ataques aéreos em Gaza deixaram mais de 32 mortos, em um dos dias mais violentos desde o início da trégua, segundo a Defesa Civil de Gaza.
A fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, em Rafah, reabriu nesta segunda-feira, 2, em ambos os sentidos, após ter ficado interditada por Israel desde maio de 2024. O fluxo saiu de forma condicionada, limitado a 50 movimentos diários, conforme informou uma fonte israelense.
A liberação ocorreu após a chegada da missão europeia Eubam, encarregada de assistência humanitária, segundo a agência AFP. No domingo, as forças israelenses já haviam permitido alguma mobilidade no local, considerada essencial para a entrega de ajuda e para o avanço de um cessar-fogo com o Hamas.
Na Faixa de Gaza, moradores aguardavam com ansiedade a saída para tratamento médico ou retorno a casa. Estimativas apontam que cerca de 20 mil pessoas, entre pacientes que precisam de cuidados médicos, poderiam deixar a região por Rafah, enquanto milhares de residentes aguardam o retorno.
Movimentação sob regime
Uma reunião com a participação da comunidade internacional busca facilitar a passagem de quem depende de cuidados médicos e de familiares durante o período de transição administrativa em Gaza.
Além disso, a reabertura também viabiliza a entrada de 15 membros da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, instituição que geriria o território durante um momento de transição, sob a supervisão do Conselho de Paz liderado por Donald Trump.
Contexto político e militar
O movimento faz parte de propostas de política externa apresentadas pelo governo dos Estados Unidos para encerrar o conflito que teve início em 7 de outubro de 2023, com o ataque do Hamas a Israel.
No fim de semana, ataques aéreos em Gaza resultaram em 32 mortos, segundo a Defesa Civil da região, em uma das jornadas mais letais desde o retorno da trégua em 10 de outubro de 2025. Israel afirmou agir em resposta a supostas violação do cessar-fogo.
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