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Ex-policial chinês leva chá de bolha à Ucrânia em conflito

Voluntário sino-alemão mantém cafés de bubble tea na Ucrânia, levando doações e apoio civil, mesmo diante de tensão com a China

Brother Dong often visits the military cemetery in Lviv to pay tribute to those who fell in Russia’s war on Ukraine.
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  • Brother Dong, cidadão sino-alemão de 52 anos e ex-oficial das Forças Armadas da China, viaja mensalmente de Frankfurt a Berlim para pegar pérolas de tapioca e atravessa Polônia até a Ucrânia, levando suprimentos e mercadorias.
  • Ele abriu a primeira loja de bubble tea em Odessa em novembro de 2022; hoje gerencia quatro cafés Maomi em cidades ukrainas e afirma que, no momento, ainda não lucrou com o negócio.
  • Além de bebidas, ele distribui itens como cobertores, luvas e aquecedores portáteis a pessoas em regiões atendidas pela ofensiva russa, com a logística organizada pela equipe local.
  • Os cafés Maomi também funcionam como lembrança de soldados chineses e taiwaneses que morreram na luta pela Ucrânia; Dong diz que o objetivo é manter a memória e apoiar a população.
  • A presença de voluntários chineses na Ucrânia cresce, em meio a desconfianças e verificações nas fronteiras, com relatos de intimidação por parte de autoridades chinesas.

Brother Dong, um voluntário sino-alemão, está entre quem oferece apoio à Ucrânia em meio ao conflito. Ele usa papéis de chá de bolhas como símbolo e meio de ajuda humanitária. O projeto começou após ele se mudar para Frankfurt e liderar viagens mensais de compra de pérolas de tapioca na Alemanha.

As pérolas são levadas por Dong até a Ucrânia, onde contabiliza viagens de até 5 mil quilômetros para abastecer quatro lojas de bubble tea que abriu desde a invasão russa. O objetivo não é lucro, mas manter a esperança de crianças e adultos em meio à guerra.

Dong fundou as Maomi cafes em várias cidades ucranianas e, além das bebidas, distribui mantas, luvas e aquecedores portáteis. A logística envolve uma equipe de cerca de 10 voluntários, apelidados de Gatos de Combate de Odessa, que ajudam a distribuir suprimentos pelo país.

A ação coincide com um grupo de chineses que prestam apoio a Kyiv, apesar da cautela de Beijing com o conflito. A China afirma ser neutra, mas o comércio com a Rússia cresceu desde 2022, o que aumenta as tensões sobre o papel de Pequim no conflito.

Apoio cultural também é promovido por artistas, como Du Yinghong, que percorre a Ucrânia com a arte pintada nas cores do país. Ele planeja abrir uma galeria próxima a Kyiv, buscando dialogar com comunidades locais e promover solidariedade.

Voluntários chineses na Ucrânia relatam que alguns enfrentam verificações mais rigorosas na fronteira ou desconfiança entre moradores. Mesmo assim, Dong e outros insistem em manter as ações como forma de demonstrar apoio ao povo ucraniano.

Em ocasiões anteriores, integrantes da diáspora chinesa já foram alvo de intervenções legais e polícia administrativa por atividades em Kyiv, o que intensificou a cautela entre os voluntários. Ainda assim, o grupo continua ativo, enfatizando a dignidade humana e a assistência humanitária.

Dong descreve a iniciativa como uma maneira de acender “uma pequena luz no escuro”, unindo pessoas na defesa de valores democráticos. Ele afirma manter a atuação pacífica e não pretende retornar às ações militares, mas pretende apoiar mães e crianças ucranianas.

O projeto também ressalta a relação entre a experiência durante a pandemia e a escolha de apoiar a Ucrânia. Dong cita episódios de violação de dignidade humana em China e na gestão de emergências, que o levaram a buscar ações pacíficas e solidárias na Europa.

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