- A Arábia Saudita bombardeou a cidade portuária de Mukalla, no Iêmen, alegando que um carregamento de armas teria chegado de Emirados Árabes Unidos para o Movimento de Apoio ao Conselho Central (STC).
- Em comunicado oficial, a empresa estatal de imprensa saudita informou que navios vindos de Fujairah descarregaram weapons e veículos militares para apoiar as forças do STC, o que motivou um ataque aéreo para evitar danos colaterais.
- O Emirados Árabes Unidos não comentou de imediato a ação, que sinaliza uma escalada nas tensões entre Riade e Abu Dhabi.
- Não ficou claro se houve vítimas ou se outros militares participaram da operação; o objetivo, segundo a versão saudita, foi evitar danos a civis e infraestrutura.
- O ataque ocorre no contexto de disputas entre o governo apoiado pela Arábia Saudita e o STC, respaldado pelos Emirados, que busca maior autonomia na região de Hadramaut e Aden.
O governo saudita confirmou ter bombardear Mukalla, cidade portuária do Iêmen, após afirmar ter identificado um carregamento de armas destinado ao Movimento de Apoio ao Conselho Central (STC). A intervenção ocorreu nesta semana, com a operação descrita como forma de evitar danos colaterais.
Segundo a agência estatal saudita, navios teriam chegado ao porto vindo de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, trazendo armas e veículos militares para fortalecer o STC. A nota afirma que a tripulação dos navios não possuía dispositivos de rastreamento ativos e que houve a unloading de materiais bélicos, considerados uma ameaça iminente.
A defesa saudita informou ter conduzido um ataque aéreo limitado para neutralizar armas e veículos militares descarregados, assegurando que não houve danos adicionais. Não ficou claro se houve vítimas ou se outras forças participaram da operação.
Tensão regional e implicações
A ação sinaliza uma escalada entre a Arábia Saudita e os Emirados, que apoiam forças divergentes no conflito yemenita. O STC, apoiado pelos Emirados, busca maior autonomia e influência, especialmente em Hadramaut e Hadramout, onde a situação vem se tornando mais volátil.
Analistas mencionam que o ataque pode impactar o equilíbrio de poder no sul do Iêmen e afetar o fluxo de armas entre Emirados e o STC. Observa-se also que a operação ocorre num momento de tensão entre Riad e Abu Dhabi em várias frentes regionais.
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