- Trump afirmou que civis iranianos estariam “dispostos a sofrer” ataques dos EUA contra a infraestrutura do país, para obter liberdade do regime.
- Disse ter interceptado comunicações de civis perto de alvos de ataque, pedindo para continuar bombardeando, segundo ele.
- Alguns democratas alegaram que mirar em pontes e usinas civis pode configurar crimes de guerra; a missão do Irã na ONU chamou as ameaças de evidência de intento de crime de guerra.
- O ex-presidente mencionou o movimento de protesto “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022 para justificar mudanças de regime, e afirmou que o Irã pode ser “tirado em uma noite”; fixou o prazo de 8 p.m. (horário de referência) para reabrir o estreito de Hormuz.
- O porta-voz do Pentágono informou que, sob direção de Trump, hoje teriam ocorrido o maior volume de ataques desde o início da operação, com promessa de expansão amanhã.
Donald Trump afirmou, sem apresentar evidências, que civis iranianos estariam receptivos a ataques americanos à infraestrutura do país. A declaração ocorreu durante entrevista na Casa Branca.
Segundo o ex-presidente, civis suportariam a perda de energia e serviços básicos para alcançar mudanças no regime. Ele alegou interceptações de comunicações entre civis nas proximidades de alvos de bombardeio.
As afirmações chegaram enquanto alguns legisladores democratas sugeriam que a administração poderia cometer crimes de guerra ao mirar pontes e redes de energia. Um senador afirmou que Trump planejava crimes de guerra em massa.
Trump também citou o movimento de protesto “Woman, Life, Freedom” de 2022, descrevendo atiradores que teriam atirado em manifestantes. O ex-presidente usou esse exemplo para justificar pressões para mudanças políticas no Irã.
No discurso, Trump reiterou uma ameaça de ações rápidas, incluindo a possibilidade de atacar infraestruturas de energia e pontes caso o estreito de Hormuz não fosse reaberto até as 20h do horário de Brasília de terça-feira.
O porta-voz da defesa, citado na transmissão, afirmou que, sob a orientação do presidente, as ações de bombardeio representariam o maior volume já visto desde o início da operação. Afirmou que novos ataques seriam realizados no dia seguinte.
Ao ser questionado sobre o direito de mira em infraestruturas civis, o presidente disse não ter como falar sobre cessar-fogo e indicou dúvidas sobre o andamento do conflito, deixando a decisão em aberto.
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