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Casa Branca solicita aumento de 40% no orçamento de defesa para 1,5 trilhão

Casa Branca solicita orçamento de defesa de 1,5 trilhão de dólares para o próximo ano fiscal, alta de quase quarenta por cento, com cortes em clima, moradia e educação

Un caza F-15s estadounidense participa en la guerra contra Irán.
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  • O governo americano pediu ao Congresso um orçamento de cerca de US$ 1,5 trilhão para defesa no próximo ano fiscal, um aumento de quase 40% e recorde histórico.
  • A proposta prevê cortes de 10% em outras áreas, com a eliminação de programas de combate às mudanças climáticas, habitação e educação, que passariam a ficar sob responsabilidade dos governos estaduais.
  • O Pentágono já havia informado que solicitava uma verba suplementar de aproximadamente US$ 200 bilhões para financiar a guerra contra o Irã no ano fiscal em curso.
  • Parte do dinheiro seria destinada a aumentar salários militares (entre 5% e 7%), ampliar a base industrial, aumentar a produção e investir no escudo antimísseis e na construção de navios de guerra.
  • O documento também prevê aumento de 13% na dotação do Departamento de Justiça, mantém o orçamento do Departamento de Segurança Nacional e planeja abrir centros de detenção para imigrantes, incluindo 100.000 vagas para adultos e 30.000 para famílias, além de 10 bilhões para embelezamento de Washington.

A Casa Branca pediu ao Congresso um orçamento de cerca de US$ 1,5 trilhão para gastos de defesa no próximo ano fiscal, que começa em outubro. A proposta representa um aumento de quase 40% frente ao gasto atual, impulsionando o investimento militar ao nível mais alto da história recente. O texto foi enviado ao Congresso na mesma semana em que o Pentágono confirmou a busca por cerca de US$ 200 bilhões adicionais para a guerra contra o Irã no ano fiscal vigente.

A proposta integra cortes de cerca de 10% em outras áreas do governo, com a eliminação de programas de combate às mudanças climáticas, de habitação e de educação. Esses serviços seriam repassados aos governos estaduais, conforme o documento.

Em notas oficiais, a Casa Branca afirma que a prioridade é reconstruir as forças armadas para manter a paz pela via da força. O orçamento também aponta destinação de parte dos recursos para salários militares entre 5% e 7%, além de investimentos na base industrial e na produção de navios de guerra.

A Cúpula Dorada, o projeto de escudo antimísseis, também receberia recursos, assim como melhorias na capacidade de interceptação e na fabricação de munições. O texto prevê ainda aportes para aumentar a produção de interceptores e fortalecer a indústria de defesa nacional.

Além da defesa, o governo solicita um acréscimo de 13% no orçamento do Departamento de Justiça, para ações de combate à criminalidade violenta. O DHS manteria o nível de recursos atual, com continuidade de diretrizes para abrigos de detenção de imigrantes, incluindo dezenas de milhares de vagas entre adultos e famílias.

A proposta mantém parte das verbas já aprovadas para abertura de centros de detenção e ampliação de instalações de acolhimento de imigrantes. No conjunto, o documento contempla planos para ampliar a infraestrutura de imigração nos próximos anos.

Entre projetos de uso interno, o governo solicita US$ 10 bilhões para reformas e embelezamento de Washington, incluindo planos relacionados a obras públicas e novos símbolos da cidade, refletindo prioridades do governo na segunda gestão presidencial.

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