- Pelo menos seis mortos em Irã após bombardeios israelenses e ataques dos EUA durante a madrugada, incluindo ataques a um muelle no sul de Bandar pol e a uma zona residencial em Shaft (Guilán).
- Em Teerã também houve explosões em várias áreas nas primeiras horas de domingo, sem mortes confirmadas até o momento.
- Um soldado israelense morreu “em combate” no sul do Líbano; outros três ficaram feridos, elevando para cinco os militares mortos desde 2 de março.
- 3.500 soldados americanos chegaram às águas do Oriente Médio como reforço aos cerca de cinquenta mil que já operam na região.
- Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudí e Baréin afirmaram ter interceptado drones e mísseis vindos do Irã; Baréin proibiu o uso de drones até novo aviso.
O conflito entre Estados Unidos e Israel contra Irã ganhou mais uma rodada durante a madrugada, com ataques a alvos em Teerã e em áreas do território iraniano. Seis mortos foram registrados em dois bombardeios no norte e no sul do país, segundo meios oficiais iranianos. Drones e mísseis teriam sido lançados contra Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Barém, conforme autoridades regionais. Em Líbano, o Exército israelense informou a morte de um soldado em combate.
No sul do Irã, o bombardeio atingiu o bairro portuário de Bandarpol, causando cinco mortes e quatro feridos, além de danos a duas embarcações e a um veículo. No norte, em Shaft, na província de Guilán, houve uma morte e cinco feridos em ataque a área residencial. Explosões também foram registradas em Teerã nas primeiras horas de domingo, sem confirmação de novas mortes.
Paralelamente, intervenções militares de maior escala aparecem com a chegada de 3.500 soldados dos EUA às águas do Oriente Médio, elevando o contingente na região para cerca de 53 mil operando sob o Comando Central. O movimento ocorre em meio a ações de apoio e pressão regional para retirada de tensões.
Intervenção regional e mediadores
Kuwait, EAU, Baréin e Arábia Saudita reportaram interceptação de ataques com drones e mísseis provenientes do Irã. A Arábia Saudita afirmou ter derrubado dezenas de drones; Kuwait mencionou ameaças de ataques. A EAU disse ter atuado contra alvos aéreos sem detalhes. Baréin reprimiu o uso de drones e pediu aos residentes que busquem abrigo seguro.
Desdobramentos no Líbano e no Irã
O Exército israelense confirmou a morte de um sargento israelense, Moshe Yitzchak Hacohen Katz, de 22 anos, no sul do Líbano, ampliando para cinco o total de militares israelenses mortos desde o início da ofensiva contra o grupo Hezbollah. Em Libano, o Ministério da Saúde contabiliza mais de 1.1 mil mortos.
Ataques a alvos em Teerã, segundo Israel
Observa-se nova rodada de ataques a centros de comando móveis e a instalações de produção de armas em Teerã, segundo o Exército de Israel. O comunicado afirma que comandantes em unidades móveis foram atingidos após relocação de centros de mando. Autores israelenses alegam que dezenas de depósitos e plantas de armamento também foram selecionados.
Panorama internacional
O conflito, que completou um mês, envolve ações diretas entre EUA, Israel e Irã, com participação de atores regionais e mudanças na geopolítica do Oriente Médio. O Paquistão atua como mediador entre EUA e Irã, com encontros envolvendo Turquia, Egito e Arábia Saudita em Islamabad, na tentativa de reduzir a escalada.
Nova fase do conflito
Desde o início da ofensiva, há relatos de ataques cruzados, resposta iraniana com mísseis e drones, e relatos de mortos civis e militares. A situação permanece tensa, com impactos humanitários e deslocamentos na região. As autoridades não divulgaram números oficiais atualizados de vítimas desde o último levantamento.
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