- A auditoria da National Audit Office aponta que a meta de reduzir a espera para sete semanas até o fim de 2025 só deve ser atingida em novembro de 2027, com backlog de ~1,1 milhão de testes por causa da pandemia e recrutamento ineficaz.
- Foram contratados apenas 83 examinadores líquidos desde 2021, em 19 campanhas de recrutamento; a média de espera para o teste prático é de 22 semanas na Grã-Bretanha.
- Cerca de 680 mil pessoas que passaram no teste teórico ainda não conseguiram marcar o teste prático; aproximadamente 70% dos centros têm slots esgotados para até 24 semanas adiante.
- O governo anunciou medidas para banir bots e intermediários na reserva de vagas, visando combater o backlog e o mercado paralelo que revende slots a preços inflacionados.
- A DVSA registra déficit de £ 24 por teste, totalizando £ 44 milhões no ano; o DfT planeja ações, incluindo o uso de examinadores militares a partir de 2026 e a limitação de remarcações de testes.
O atraso na marcação de exames práticos de condução no Reino Unido permanece acima do desejado. Uma auditoria independente aponta que a meta de reduzir a espera para sete semanas só deverá ser atingida em novembro de 2027, com impacto em Inglaterra, Escócia e País de Gales.
Segundo o relatório da National Audit Office (NAO), apenas 83 examinadores líquidos foram contratados desde 2021, mesmo após 19 campanhas de recrutamento. A média de espera atual para o exame prático é de 22 semanas em todo o território britânico.
A DVSA afirma que cerca de 680 mil pessoas que passaram no teste teórico ainda não conseguiram agendar o prático. Além disso, cerca de 70% dos centros de exame estão com vagas esgotadas para as 24 semanas disponíveis.
Destaques da auditoria
A NAO aponta que o backlog de ~1,1 milhão de testes surgiu durante a pandemia e foi agravado pela lenta resposta a fatores como o aumento de interessados no teórico e a atuação de bots que reservam horários.
A auditoria também revela prejuízo para cada teste: a DVSA registra uma perda de £24 por exame, totalizando £44 milhões em déficit no ano, com a tarifa mantida desde 2009. Em resposta, o governo tem adotado medidas para ampliar a disponibilidade.
Ações Governamentais
O governo anunciou medidas para coibir burla na marcação de testes e reduzir a prática de terceiros que revendem vagas a preços inflacionados. Também foi anunciada a possibilidade de usar examinadores militares para ampliar a oferta de exames.
A DfT informou que mais testes devem ficar disponíveis e que, a partir de 2026, haverá restrições a transferências e trocas de horários, além de reservar vagas apenas para alunos. Entre junho e novembro deste ano, a DVSA realizou 74.847 exames extra em relação a 2024.
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