- Hezbollah lançou ataques de foguete contra Israel após a morte do líder iraniano, provocando resposta militar de Israel no Líbano.
- Dois grupos pró-iranianos no Iraque sinalizaram disposição para defender o Irã, com um deles descrito como uma missão “sagrada”.
- Houthis, segundo a Associated Press, disseram que planejam retomar ataques a navios no Mar Vermelho.
- De modo geral, as milícias permanecem majoritariamente em silêncio, com resposta limitada e condicionada pela política interna e pela diferença de capacidades frente aos EUA e a Israel.
- No Iraque, as facções do movimento de mobilização popular são diversas e não seguem comando único, o que complica previsões sobre participação direta no conflito.
Dois dias antes dos ataques recentes de Israel e dos EUA contra o Irã, grupos aliados mostram sinais de cautela. A rede de milícias regionais, ligada a Teerã, permanece em grande parte contida no momento. Ações rápidas foram evitadas em favor de respostas limitadas.
Quase todos os atores apoiados pelo Irã discutiram a possibilidade de resposta, mas a maioria não executou ataques maciços. Hezbollah, no Líbano, lançou foguetes contra Israel, provocando retaliação israelense em território libanês. Grupos iraquianos se mostraram prontos para defender o Irã.
Iraque abriga o principal conjunto de milícias fiéis ao Irã, como Kataib Hezbollah e Harakat al-Nujaba. Em termos de capacidades, eles possuem drones e mísseis de curto e médio alcance, mas enfrentam dilemas políticos internos e pressões do governo de Bagdá.
Contexto regional
No Iêmen, os Houthis já sinalizam a retomada de ataques contra navios no Mar Vermelho, segundo a Associated Press. A trégua com a cooperação de Trump pode influenciar decisões, enquanto a ligação com o Irã permanece estratégica, ainda que com margens de autonomia.
As milícias iraquianas, apesar de numericamente expressivas, não formam um bloco único. Analistas ressaltam que facções como Kataib Hezbollah e Harakat al-Nujaba tendem a responder com maior afinidade ao IRGC, enquanto grupos mais integrados ao Estado iraquiano resistem mais a pressões de Bagdá.
Além disso, as forças líbano-iraquianas enfrentam pressões domésticas, como reconstrução e assistência humanitária. A população teme perder apoio econômico e investimentos, caso grupos pró-Irã ativem retaliações abertas contra Israel ou EUA.
Perspectivas de atuação
Especialistas apontam que o potencial bélico está presente, porém as ações até agora foram qualificadas como estratégicas e limitadas. Há expectativa de que a retórica se mantenha elevada sem uma escalada ampla nos próximos dias.
A opção de ampliar a atuação ainda depende de avaliações políticas internas nas áreas de influência do Irã. Observadores destacam a possibilidade de uso de táticas híbridas, em vez de invasões abertas, para evitar custos domésticos elevados.
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