- Lula da Silva lidera uma das maiores comitivas brasileiras já enviadas à Índia, com 11 ministros e centenas de empresários, em sua segunda viagem ao país no mandato.
- Os temas centrais são cooperação em terras raras, inteligência artificial e diversificação de parcerias para enfrentar a instabilidade global.
- Em Berlim? Não. (Oops) Retificar: Embraer assinou acordo para fabricar aeronaves na Índia, e o Ministério da Saúde anunciou financiamento para importar componentes indianos para hospitais “inteligentes” alimentados por IA.
- Em New Delhi, Lula discursou em cúpula global de IA defendendo que os benefícios da tecnologia cheguem ao sul global e a necessidade de regulação para conter riscos como desinformação; o Brasil lançou um plano de IA.
- Após a Índia, Lula segue para a Coreia do Sul para ampliar parcerias tecnológicas e econômicas com outros parceiros asiáticos.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na Índia para iniciar uma ampla comitiva de governo e setor privado. A viagem busca ampliar cooperações em inteligência artificial, minerais críticos e fabricação de aeronaves, entre outros temas estratégicos para os dois países. A série de encontros acontece em New Delhi, com Lula em agenda de poucos dias.
A delegação brasileira reunida em torno de Lula é a maior já enviada pela gestão até hoje, envolvendo 11 ministros e centenas de empresários. O objetivo central é fortalecer vínculos com um parceiro asiático estratégico, potencializando projetos de tecnologia, infraestrutura e comércio regional.
Antes da viagem, bandeiras de cooperação já ganhavam ritmo. A Embraer fechou acordo para fabricar aeronaves na Índia, ampliando a presença brasileira no mercado local. Além disso, o Ministério da Saúde anunciou recursos para importar componentes indianos para hospitais equipados com IA.
Norte de interesse: IA e metais raros
Durante a Cúpula de IA em New Delhi, Lula defendeu que os benefícios tecnológicos devem atingir o sul global, com regulamentação para reduzir riscos como desinformação. O Brasil já lançou um Plano de Transformação Digital e trabalha para aprovar um marco regulatório nos próximos meses.
Especialistas destacam que a relação Brasil-Índia pode servir como um contrapeso a dinâmicas de poder globais, com foco em investimentos, formação de capacidades e diversificação de cadeias de suprimento. A parceria também envolve cooperação em terras raras para reduzir dependência de cadeias chinesas.
A agenda inclui ainda temas de política externa, comércio e cooperação em setores estratégicos. A visita de Lula segue para a Coreia do Sul após a Índia, ampliando o leque de parcerias tecnológicas e industriais entre o Brasil e potências asiáticas.
Contexto regional
As mudanças na relação Brasil-Índia ocorrem em meio a uma atuação brasileira orientada pela aproximação com parceiros asiáticos desde 2023. O objetivo é reduzir dependências e ampliar voz global em temas como IA, mineração e economia digital, acompanhando tensões com tarifas e disputas comerciais.
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