- Cuba apresentou um plano amplo para proteger serviços essenciais e o abastecimento de combustível, em meio a pressões dos EUA para cortar o fornecimento de petróleo.
- Mencionam medidas de racionamento para garantir combustível em setores-chave como produção agrícola, educação, abastecimento de água, saúde e defesa.
- O ministro do Comércio, Oscar Pérez Oliva, afirmou que o governo não deve entrar em colapso e que há oportunidade e desafio pela frente.
- O governo manterá combustível para turismo e setores de exportação para assegurar moeda estrangeira necessária a programas básicos; viagens aéreas domésticas e internacionais não sofrerão impacto imediato, apenas reduções no abastecimento nos postos.
- Também foi anunciado o plano de plantar 200.000 hectares de arroz, com previsão de maior dependência de energia renovável para irrigação e uso de força de trabalho não motorizada; educação adotará sistema híbrido, com foco em manter creches e ensino fundamental presenciais.
Cuba anunciou um plano amplo para proteger serviços essenciais e distribuir combustível, em resposta a medidas dos Estados Unidos que visam cortar o fornecimento de petróleo à ilha caribenha. O anúncio veio nesta sexta-feira, em Havana, durante uma coletiva de ministros, em meio a risco de maior aperto econômico.
O governo detalhou que as medidas de racionamento visam garantir o abastecimento de setores-chave, como produção agrícola, educação, abastecimento de água, saúde e defesa. O ministro do Comércio, Oscar Pérez Oliva, afirmou que o país enfrentará o desafio sem colapsar e que o plano busca manter a operação básica do estado.
Segundo Pérez Oliva, o combustível será direcionado aos setores de turismo e exportação, incluindo a produção de puros cubanos, para assegurar a entrada de divisas necessárias a programas essenciais. O ministro destacou que, sem receitas, o País não superará a atual fase de dificuldades.
O governo informou que viagens domésticas e internacionais não sofrerão impactos imediatos, mas o abastecimento sofrerá cortes por tempo ainda indeterminado até normalizar a oferta. O objetivo é proteger portos e manter o transporte interno relevante para importação e exportação.
Na apresentação, o Executivo também revelou um ambicioso plano agropecuário: plantar 200 mil hectares de arroz para atender parte da demanda. Pérez Oliva admitiu que a queda de combustível forçará maior uso de energia renovável para irrigação e, em alguns casos, de força animal para preparo de solo.
A educação aparece como prioridade, com centros de cuidado infantil e escolas primárias mantidos em funcionamento presencial. O ensino secundário e o superior devem adotar um sistema híbrido, com maior flexibilidade conforme instituição e região.
O Ministério da Educação ressaltou que a prioridade é manter abertas as escolas primárias, enquanto o andamento de outros níveis de ensino será definido pela situação de abastecimento e logística local. Na área da saúde, há ênfase em serviços de emergência, maternidades e programas de combate ao câncer.
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