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Alemanha mais próxima dos EUA que da China, afirma ministro

O ministro alemão das Relações Exteriores afirma que Berlim está mais próximo de Washington do que de Pequim, apesar das tensões e da dependência europeia de defesa

German Minister of Foreign Affairs Johann Wadephul speaks during news conference in Riga, Latvia January 26, 2026. REUTERS/Ints Kalnins
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  • O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou em Singapura que a Alemanha não está em equidistância entre EUA e China e ficará mais próxima de Washington.
  • Segundo ele, os Estados Unidos continuam sendo o parceiro mais importante da Europa e da Alemanha, e a Europa depende deles para a segurança, apesar de tensões recentes.
  • Wadephul criticou atitudes que pressionam a Europa a reduzir suas defesas próprias e ressaltou a importância de manter linhas vermelhas para defender seus interesses.
  • A fala ressalta que a resposta europeia às ameaças dos EUA sobre Groenlândia mostrou que a União Europeia pode defender seus interesses desde que defina limites claros.
  • A União Europeia busca concluir rapidamente mais acordos de livre comércio no Indo-Pacífico, incluindo com Malásia, Tailândia, Filipinas e Austrália.

Germany não está em igualdade de distância entre EUA e China e continuará mais próxima de Washington, afirmou o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, em Cingapura nesta segunda-feira. O pronunciamento ocorreu durante palestra do International Institute for Strategic Studies.

Segundo Wadephul, os EUA seguem sendo o parceiro mais importante da Europa e da Alemanha, e a UE continua dependente de sua proteção. Ele ressaltou que, apesar de tensões recentes, a aliança continua fundamental para a segurança europeia.

O ministro criticou a ideia de abandonar a relação com Washington, dizendo que “corrigir o rumo” exigiria manter linhas vermelhas, especialmente em relação a temas como o financiamento da defesa e a NATO.

Contexto e desdobramentos

Wadephul destacou que, diante dos atritos, a Europa tem demonstrado unidade ao tratar de Greenland e manter uma postura independente dentro de limites pactuados. O bloco tem buscado reduzir a dependência dos EUA sem romper com Washington.

Ele ainda apontou que a União Europeia trabalha para ampliar acordos comerciais em vias de livre comércio em tempo de maior protecionismo, incluindo objetivos com a Asia-Pacífico, como Malásia, Tailândia, Filipinas e Austrália.

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