- A Hungria afirma que a intervenção dos EUA na Venezuela pode ter impacto positivo nos mercados de energia, com o país e os EUA controlando quarenta a cinquenta por cento das reservas mundiais de petróleo.
- A ação ocorreu na virada do fim de semana, quando forças especiais chegaram a Caracas, prenderam Nicolás Maduro e o levaram a Nova York para enfrentar acusações de drogas.
- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, disse que esse controle conjunto poderia influenciar significativamente o preço mundial de energia e beneficiar a Hungria.
- Budapest continua buscando diversificação de suprimentos e assinou, em dezembro, acordo com a Chevron para fornecimento de dois bilhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito.
- A intervenção é descrita como a maior operação dos EUA na região desde a invasão do Panamá em 1989.
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán afirmou nesta segunda-feira que a intervenção dos EUA na Venezuela pode impactar positivamente os mercados de energia. Segundo ele, EUA e Venezuela estariam, juntos, em controle de 40% a 50% das reservas mundiais de petróleo, o que poderia influenciar os preços globais.
Orbán fez as declarações durante uma conferência de imprensa com veículos internacionais. A intervenção estadunidense ocorreu no fim de semana em Caracas, quando forças especiais conseguiram prender Nicolás Maduro e o transportaram para Nova York, onde enfrentará acusações ligadas a drogas.
A análise de Orbán acontece em meio a uma trajetória da Hungria de diversificação de fontes energéticas. O país mantém importações de petróleo e gás russos, mas tem buscado alternativas para reduzir dependência.
Diversificação energética e acordo com a Chevron
A Hungria voltou a enfatizar a diversificação de suprimentos após firmar, em dezembro, um acordo entre a estatal MVM e a Chevron para o fornecimento de 2 bilhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (LNG) em cinco anos. A negociação visa ampliar opções de abastecimento, evitando dependência exclusiva de uma fonte.
No cenário regional, a notícia ocorre em contexto de tensões geopolíticas que envolvem EUA, Venezuela e Europa, com implicações sobre preços e oferta de energia. A posição de Orbán é vista como tentativa de alinhavar ganhos estratégicos para a Hungria.
Entre na conversa da comunidade