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ONU debate legalidade da captura de Maduro pelos EUA

Na ONU, debate sobre a legalidade da captura de Nicolás Maduro pelos EUA e o possível precedente no direito internacional

Venezuela's captured President Nicolas Maduro poses next to U.S. Drug Enforcement Administration (DEA) administrator Terry Cole as he is led in custody from a U.S. federal airplane, at Stewart Air National Guard Base in Newburgh, New York, U.S., January 3, 2026. Handout via REUTERS
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  • O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reunirá na segunda-feira para discutir a legalidade da operação dos EUA que capturaram o presidente Nicolás Maduro, ocorrida no sábado.
  • A ação derrubou energia em partes de Caracas e atingiu instalações militares; Maduro está detido em Nova York, aguardando audiência na segunda-feira sobre acusações de narcotráfico.
  • Rússia, China e aliados de Maduro acusam os EUA de violar o direito internacional, enquanto aliados ocidentais foram mais contidos sobre o uso da força.
  • Os EUA afirmam agir em autodefesa, citando o Artigo cinquenta e um da Carta das Nações Unidas.
  • Especialistas legais afirmam que a operação foi ilegal por não ter autorização do Conselho de Segurança, não ter consentimento venezuelano e não configurar autodefesa; o Conselho pode ser vetoado pelos EUA, Rússia, China, Reino Unido e França.

O que aconteceu: forças especiais dos EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação de sábado, realizada em território venezuelano. Houve interrupção de parte da energia em Caracas e ataques a instalações militares. Maduro foi levado para detenção em Nova York, com previsão de audiência judicial na segunda-feira, por acusações de tráfico de drogas.

Quem está envolvido: EUA, com apoio de autoridades venezuelanas contestadas, e Maduro, considerado alvo da ação. O episódio ocorre em meio a acusações de aliados como Rússia e China de violação do direito internacional, e de críticos internos aos EUA, que contestam a legalidade da operação.

Quando e onde: a operação ocorreu no fim de semana; Maduro está detido em Nova York. A sessão do Conselho de Segurança da ONU está marcada para segunda-feira, em Nova York, para discutir a legalidade da ação. Caracas, Venezuela, foi um dos cenários da ação.

O contexto legal e as reações

Autoria e legalidade: especialistas divergem. Alguns afirmam que a operação não teve autorização do Conselho de Segurança nem consentimento venezuelano, e não configura defesa própria. Outros citam o Artigo 51 da Carta da ONU para justificar a ação.

Reação internacional: aliados europeus chamaram o respeito ao direito internacional, sem condenar explicitamente Washington. Críticas públicas mais diretas são associadas a vozes de países vizinhos, com debates diplomáticos ainda em curso.

Posições internas da ONU

Secretário-geral da ONU descreveu a operação como um precedente perigoso. A estrutura de segurança da ONU continua discutindo os requisitos legais para ações extraterritoriais envolvendo líderes de estados. Washington pode usar seu veto para bloquear desdobramentos no Conselho.

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