- A Ucrânia disse não haver evidência plausível de ataque com drones contra a residência de Putin e pediu provas à Rússia.
- O governo russo afirmou que houve drones abatidos e que não apresentará evidências, prometendo endurecer a posição nas negociações.
- Na região de Chernihiv, 14 vilarejos foram evacuados devido aos bombardeios, com cerca de 300 pessoas ainda morando na zona fronteiriça.
- Reações de Emirados Árabes Unidos, Índia e Paquistão criticaram as acusações da Rússia.
- Zelenski e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram na Flórida para buscar uma fora de resolução do conflito; Zelenski chamou as acusações de mentira.
A Ucrânia afirmou não haver evidência plausível de ataque com drones à residência de Vladimir Putin e criticou as acusações da Rússia. Kiev passou a exigir provas e destacou que não houve ataque do tipo. O chanceler ucraniano, Andriy Sybiga, disse que a Rússia não apresentou evidências e classificou as afirmações como propaganda.
O governo russo afirmou que a residência oficial do presidente foi alvo de 91 drones durante a madrugada de segunda-feira, entre Moscou e São Petersburgo. O Kremlin informou que se tornará mais inflexível nas negociações sobre o conflito, alegando que todos os drones teriam sido abatidos.
A Ucrânia negou veementemente o ataque e advertiu que tais alegações visam desestabilizar diplomaticamente Kiev. Reações de países árabes, além de Índia e Paquistão, foram recebidas com críticas a depender da narrativa russa, segundo Kyiv.
Desdobramentos diplomáticos
O Kremlin reafirmou o endurecimento da postura nas negociações, sem apresentar evidências. A resposta veio após a demanda ucraniana por provas e uma cautelosa avaliação de aliados sobre as alegações.
Nesta terça, autoridades da região de Chernihiv ordenaram a evacuação de 14 vilarejos próximos à fronteira com a Belarus, devido aos bombardeios russos. Ao todo, 300 pessoas permanecem na zona, segundo o Conselho de Defesa.
Situação regional e contexto
O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que as consequências incluirão mudanças na negociação com a Rússia. Em entrevista coletiva, ele disse que não seria esperado um arquivo de evidências, citando o suposto sucesso da defesa aérea no abatimento dos drones.
No âmbito diplomático, Zelensky e o presidente dos EUA, Donald Trump, reuniram-se no fim de semana, na Flórida, para discutir caminhos de resolução do conflito. O encontro ocorreu quase quatro anos após a invasão russa.
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