- O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o Ocidente precisa reconhecer que a Rússia detém a iniciativa estratégica na Ucrânia, conforme as negociações avançam.
- Lavrov disse que, quase quatro anos após o início da invasão, Moscou descreve o episódio como operação militar especial e que as realidades territoriais já ficaram claras para todos.
- Ele afirmou que os Estados Unidos passaram a apoiar a ideia de que, com o fim do mandato do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, é necessária uma nova eleição.
- Segundo Lavrov, um acordo exige o fim da noção de presença da Organização do Tratado do Atlântico Norte na Ucrânia.
- Também defendeu que a Ucrânia adote um status neutro, não alinhado.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse em entrevista à agência RIA Novosti, publicada nesta segunda-feira, que o Ocidente precisa compreender que Moscou detém a iniciativa estratégica na Ucrânia enquanto avançam as negociações para um possível acordo.
Lavrov afirmou que os EUA passaram a aceitar a realidade territorial no terreno quase quatro anos após o começo da invasão russa, que a Rússia descreve como uma Operação Militar Especial. Segundo ele, esse avanço é perceptível para todos.
O chanceler voltou a defender que um acordo exige o fim de qualquer narrativa de presença da OTAN na Ucrânia e a adesão do país a um status neutro e não alinhado. Essas condições seriam centrais para as tratativas.
A entrevista ocorreu em meio a discussões sobre um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Lavrov destacou que, para aceitar qualquer solução, é necessário reconhecer limites territoriais já estabelecidos pela atuação no terreno.
As informações foram divulgadas pela RIA Novosti na véspera de novos contatos entre as partes envolvidas. Não houve anúncio oficial de data para um acordo, apenas a reiterada posição de Moscou sobre condições de negociação.
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