- O gabinete italiano aprovou decreto para manter a ajuda militar à Ucrânia até 2026, fechando um compromisso de coalizão após semanas de debate sobre política externa.
- A discordância dentro do governo surgiu quando a Liga ameaçou abster-se para ampliar as fissuras na posição italiana sobre a guerra.
- O novo texto reforça que o governo transferirá veículos, materiais e equipamentos para a Ucrânia, com prioridade a itens logísticos e médicos de uso civil, além de equipamentos para defesa contra ataques de mísseis, drones e ciberataques.
- O decreto precisa passar pelo parlamento em até dois meses; o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, elogiou a medida.
- Desde o início da invasão russa, a Itália enviou doze lotes de ajuda militar a Kyiv, totalizando mais de três bilhões de euros.
O Conselho de Ministros da Itália aprovou nesta segunda-feira um decreto para manter a ajuda militar à Ucrânia até 2026, consolidando um compromisso de coalizão após semanas de debate que expuseram divergências na política externa do governo de Giorgia Meloni. O texto mantém o envio de veículos, materiais e equipamentos militares a Kyiv.
A mudança em relação a textos anteriores envolve prioridade para itens logísticos e médicos de uso civil, além de equipamentos para defesa contra ataques de mísseis, drones e ciberataques. A medida ainda precisa passar pelo parlamento em até dois meses.
Contexto político
A proposta surgiu após ameaças da Liga, partido de linha dura na coalizão, de abster-se na votação e ampliar as fissuras sobre a posição italiana na guerra. O líder da Liga, Matteo Salvini, afirmou que novos auxílios poderiam alimentar a corrupção em Kyiv.
Detalhes e desdobramentos
O decreto atual é semelhante aos aprovados nos últimos três anos, reiterando a transferência de veículos, materiais e equipamentos. O Palácio do Arcebispo indicou que o texto definitivo não foi divulgado de imediato.
Repercussões e números
O Ministério das Relações Exteriores, chefiado por Antonio Tajani, celebrou o avanço, destacando equilíbrio na medida. Segundo fontes, a Itália já enviou 12 pacotes de ajuda desde o início da invasão russa.
Contexto comparativo
A Itália mantém atuação constante, mas está atrás de outras economias europeias. Alemanha, por exemplo, já destinou mais de 15 bilhões de euros em suprimentos militares a Kyiv, com novos compromissos prometidos.
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