- Trump e Netanyahu discutem a próxima fase do plano de Gaza, com foco em governo de transição e presença de força internacional; visita de Netanyahu ao Mar-a-Lago é mencionada.
- Washington busca estabelecer governança transitória para Gaza — Conselho de Paz e um órgão de technocratas palestinos — antes da implantação da força internacional autorizada pela ONU.
- Secretario de Estado Marco Rubio afirmou que a governança deve entrar em vigor em breve, precedendo a atuação da força internacional prevista.
- Israel e Hamas se acusam de violações do cessar-fogo; combate diminuiu, mas não acabou, com riscos de retomar ações caso Hamas não seja desarmado.
- No Líbano, cessar-fogo apoiado pelos EUA enfrenta desafios para desarmar Hezbollah; Irã realizou exercícios de mísseis e será tratado em reunião entre Trump e Netanyahu.
Trump e Netanyahu devem discutir a próxima fase do plano para Gaza, com foco em governança transitória e presença de força internacional. As conversas são impulsionadas por Washington, que busca estruturar estruturas de governança e segurança no enclave.
Netanyahu indicou, ainda em dezembro, que pode visitar o resort Mar-a-Lago, nos EUA, para as discussões. A agenda inclui a segunda fase do cessar-fogo, além de questões sobre Iran e Líbano, segundo fontes próximas aos envolvidos.
Rubio afirmou que a administração pretende acelerar a implantação de órgãos de governança para Gaza, como uma Junta da Paz e um conselho de tecnocratas palestinos, antes de o contingente internacional ser enviado.
Caminho da cessar-fogo em Gaza
A base do acordo, fechado em outubro, prevê retirada de Israel de Gaza e desarmamento do Hamas, sem o reconhecimento de um governo local. Ainda não houve adesão total aos passos mais difíceis da segunda fase.
Tanto Israel quanto o Hamas se acusam de violações relevantes do acordo, e a implementação dos próximos está emperrada pela desarmonia entre as partes. O cessar-fogo oficial começou em outubro, mas ataques persistem.
O Hamas sustenta controle sobre áreas da Faixa de Gaza, enquanto tropas israelenses seguem em posições estratégicas em parte do território. O Hamas continua reticente quanto ao desarmamento, condição central para avanços.
Israel sinalizou que pode retomar ações militares caso o Hamas não se desarme de forma pacífica, diante da persistência de confrontos e da necessidade de frear ameaças de extremistas.
Contexto regional e internacional
Nas áreas fronteiriças, um cessar-fogo apoiado pelos EUA em Líbano encerrou um ano de combate entre Israel e Hezbollah, com metas de desarmamento da milícia apoiada pelo Irã ainda em avanço incerto. Pequenos progressos são relatados, mas com resistência local.
O Irã realizou exercícios de mísseis segundo reportagens oficiais, em meio a sinais de aproximação entre Israel e EUA sobre acordos regionais. Netanyahu afirmou que não busca confronto direto, mas que discutiria atividades iranianas com Trump durante as reuniões.
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