- Central African Republic realiza a eleição no domingo, com o presidente Faustin-Archange Touadéra buscando o terceiro mandato; cerca de 2,3 milhões de eleitores estão registrados.
- A votação é quadruplicada: para presidência, parlamento, além de cargos locais e municipais; são sete candidatos ao cargo maior, incluindo Anicet Georges Dologuélé e Henri-Marie Dondra.
- A oposição tenta explorar frustrações em um país marcado por conflito diário; mais de meio milhão de pessoas estão deslocadas internamente, com número similar de refugiados.
- Observadores destacam progressos na paz, respaldados pela ONU e pela Missão de Paz Minusca, mas há riscos de disruptedades por logística insegura e violência em áreas rurais; lista de eleitores foi publicada apenas online.
- A cena internacional e a segurança influenciam o pleito, com presença de grupos russos e tropas de Ruanda discutidas como parte do cenário político do país.
Central African Republic realiza neste domingo eleição quadrupla, com Faustin-Archange Touadéra buscando o segundo reeleição desde 2016. Em jogo, presidência, parlamento, além de cargos locais e municipais, para cerca de 2,3 milhões de eleitores registrados. Ocorrência ocorre em meio a um conflito diário e instabilidade regional.
O presidente busca ampliar o mandato após a controvérsia de 2023 que reduziu limites e estendeu mandatos. Entre os sete candidatos à Presidência estão Anicet Georges Dologuélé e Henri-Marie Dondra, liberados pelo tribunal constitucional após estavam inicialmente proibidos. Dologuélé foi vice-campeão das eleições de 2015 e 2020.
Contexto eleitoral
A oposição tenta capitalizar o descontentamento de moradores de um país com violência constante. Hoje, mais de meio milhão de pessoas estão deslocadas internamente e outro tanto vive como refugiado em países vizinhos. A chapa governista afirma avanços na estabilização desde a assinatura de acordo de paz.
Touadéra, ex-professor de matemática, chegou ao cargo em 2016 após trajetória como primeiro-ministro. A avaliação internacional aponta progresso na paz, ainda que persista o — e de controle fronteiriço com Chad e Camarões —, segundo relatos da ONU e organizações de direitos humanos.
Logística e segurança
A Missão das Nações Unidas na CAR (Minusca) mantém apoio de segurança e logística diante de uma infraestrutura enfraquecida. Observadores destacam riscos de irregularidades que podem minar a participação de eleitores em áreas rurais, com críticas sobre divulgação de listas de votantes apenas online.
Forças de segurança privadas e de países vizinhos atuam no país, com a presença de grupos como Wagner, cuja influência já sustenta parte da segurança durante a gestão de Touadéra. A Análise internacional aponta que mudanças políticas locais dependem de continuidade de apoio externo e de reformas institucionais.
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