- O presidente Faustin-Archange Touadera, de 68 anos, disputa o terceiro mandato na eleição nacional da República Centro-Africana.
- Ele destaca ganhos de segurança com o apoio de tropas russas (mercenários Wagner) e soldados ruandeses, além de oferecer acesso a reservas de lítio e urânio.
- Em 2023, um referendo aboliu o limite de mandato, o que gerou críticas de opositores que dizem indicar pretensão de governar para sempre.
- A oposição reúne seis candidatos, liderados por Anicet-Georges Dologuélé e Henri-Marie Dondra, considerados favoritos apenas por recursos e controle estatal.
- Resultados provisórios devem sair até 5 de janeiro; se nenhum candidato alcançar mais de 50%, há segundo turno em 15 de fevereiro, com eleições legislativas, regionais e municipais ocorrendo no mesmo ciclo.
Faustin-Archange Touadera concorre neste domingo a um terceiro mandato na República Centro-Africana, em eleições nacionais marcadas pela apresentação de ganhos de segurança com apoio de mercenários russos e soldados ruandeses. O país, instável, busca consolidar avanços promovidos nos últimos anos.
O presidente de 68 anos, matemático de formação, já supervisionou um referendo em 2023 que derrubou o limite de mandatos. A vitória de Touadera é prevista por analistas, que citam controle estatal e recursos financeiros para a campanha.
A oposição, com seis candidatos, tem entre seus nomes dois ex-primeiros-ministros. A dupla Anicet-Georges Dologuélé e Henri-Marie Dondra passou por tentativas de desqualificação por suposta cidadania estrangeira, segundo relatos de observadores.
Apoio externo e cenário de segurança
Rússia e Ruanda reforçam a posição de Touadera. Em 2018, a CAR autorizou mercenários Wagner; em 2020, tropas ruandesas ajudaram a manter a votação. As autoridades destacam que a segurança aumentou desde então, apesar de fragilidades persistentes.
Ações de Touadera incluíram acordos de paz com rebeldes neste ano, contribuindo para reduzir confrontos, principalmente na capital Bangui. Ainda assim, insurgências e incursões no leste do país mantêm o quadro instável.
Perspectivas eleitorais e desdobramentos
Além da presidencial, o pleito abrange legislativas, regionais e municipais. Resultados provisórios devem sair até 5 de janeiro. Caso nenhum candidato obtenha mais de 50%, haverá segundo turno em 15 de fevereiro. Parlamentares posteriori em 5 de abril.
Analistas alertam sobre o risco de agitação após a votação, com oposição potencialmente contestando o resultado. Um ambiente estável poderia sustentar a narrativa de retomada, associada a mudanças recentes no embargo de armas e diamantes.
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