- A Guiné realiza neste domingo a eleição presidencial, com expectativa de que Mamady Doumbouya obtenha um mandato de sete anos e consolide seu poder.
- Doumbouya, que deu um golpe em 2021, disputa com oito candidatos em um cenário fragmentado; o ex-presidente Alpha Condé e o líder da oposição Diallo estão exilados.
- O país promoveu mudanças constitucionais que extenderam mandatos para sete anos e criaram um Senado, contrariando a cláusula do charter que limitava candidaturas.
- Observadores têm alertado que o resultado pode ampliar o controle militar sobre o país; campanha tem sido marcada por restrições, intimidação de opositores e acusações de desaparecimentos forçados.
- Cerca de 6,7 milhões de eleitores estão registrados; resultados provisórios devem sair em 48 a 72 horas após o fechamento das urnas.
Guiné realiza neste domingo a eleição presidencial de grande expectativa, com o objetivo de confirmar a passagem de Mamady Doumbouya para um mandato de sete anos. Ele liderou o golpe de 2021 e busca consolidar o controle sobre o país, marcado por uma transição até então guiada pela Junta.
O pleito ocorre em um cenário de tensões: o governo revogou a licença da Guinea Alumina Corporation (GAC) e transferiu seus ativos ao estado, em meio a disputas sobre recursos. Simandou, maior projeto de minério de ferro, foi lançado recentemente após anos de atraso. A participação eleitoral é estimada em cerca de 6,7 milhões de eleitores.
Panorama da eleição
Observadores alertam que o resultado pode ampliar o domínio militar sobre a política guineense. A campanha foi marcada por restrições, intimidações a opositores e relatos de desaparecimentos forçados, segundo organismos internacionais.
Participação e contexto
A votação registra participação de cerca de 86,42% conforme resultados provisórios, embora a oposição conteste esse índice. O pleito ocorre após uma nova constituição aprovada em 2025, que alongou mandatos para sete anos e criou um Senado, contrariando dispositivos anteriores do charter.
Atuação do incumbente
Doumbouya manteve um perfil discreto durante a campanha, deixando a defesa de sua candidatura a aliados. Em um ato de encerramento, ele participou de comício em Conakry, acompanhado pela esposa, sem discurso público e com a participação de artistas locais.
Desdobramentos e expectativas
Especialistas veem risco de que o resultado fortaleça o poder militar e beneficie aliados ligados ao setor de recursos naturais, principalmente com o início da produção de Simandou. O governo afirma que a política de nacionalização de recursos fortalece o país e a população jovem o apoia devido à promessa de renovação.
Ponto de verificação
A divulgação de resultados provisórios deve ocorrer em 48 a 72 horas após o fechamento das urnas, com a participação estimada de 6,7 milhões de eleitores. O escrutínio permanece sob scrutinio internacional, diante de preocupações com liberdades e credibilidade do processo.
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