- No início da carreira, Érick Jacquin disse a Alex Atala que ele nunca faria uma cozinha francesa como a dele.
- A frase, que derrubou a confiança inicial, acabou virando uma virada de chave que levou Atala a apostar em uma culinária genuinamente brasileira.
- Anos depois, Atala se tornou referência da gastronomia brasileira no mundo e o D.O.M., em São Paulo, passou a ter duas estrelas Michelin no Guia Michelin Rio & São Paulo 2026.
- Jacquin também teve relação com o Michelin, conquistando a primeira estrela na França em 1995; hoje não possui estrela no Brasil.
- Apesar dos holofotes distintos, Atala e Jacquin são friends de longa data, mantendo respeito mútuo e conversas sobre a trajetória de cada um.
No documentário Chef’s Table, da Netflix, Alex Atala recorda uma conversa decisiva no início da carreira. Érick Jacquin afirmou que Atala era capaz de levar adiante uma cozinha brasileira autêntica, em vez de imitar modelos europeus. Essa ressalva acabou virando virada de caminho.
A frase, na visão de Atala, initially gerou frustração, mas acabou orientando a mudança de rumo para uma gastronomia enraizada no Brasil. Jacquin mais tarde explicou que o objetivo era valorizar o sabor nacional diante de um circuito de imprensa saturado por chefs franceses e italianos.
A partir dessa mudança, Atala transformou o D.O.M. em São Paulo, valorizando ingredientes amazônicos e nacionais. O restaurante manteve duas estrelas Michelin no Guia Rio &São Paulo 2026, fortalecendo a posição da culinária brasileira na alta gastronomia.
Jacquin, conhecido pelo alcance televisivo, também teve trajetória relevante no Michelin, com vitória na França em 1995. No Brasil, hoje não possui estrela no ranking, mas segue como figura de destaque na cena culinária e na televisão.
Apesar da distância entre os caminhos, Atala e Jacquin mantêm relação de amizade e respeito. Atala chegou a agradecer publicamente pela menção no Chef’s Table, reforçando o laço entre os dois chefs e a valorização da trajetória um do outro.
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