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Erro que impede a satisfação mesmo com mais renda, aponta Harvard

Harvard diz que gastar com experiências e com o próximo eleva o bem-estar; bens materiais não garantem satisfação duradoura

O pesquisador defende que se o dinheiro não está trazendo mais satisfação, o problema pode estar na forma como ele é utilizado e não na quantidade acumulada
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  • O professor Michael Norton, da Harvard Business School, diz que a maneira de usar o dinheiro importa mais que a quantidade para a felicidade.
  • Experiências e gastos com outras pessoas costumam trazer maiores retornos emocionais do que bens materiais.
  • Ganhos súbitos, como US$ 5 milhões, podem afastar quem ganhou o prêmio da comunidade e até provocar divórcios.
  • Viagens e eventos deixam lembranças mais duradouras e valorizadas com o passar do tempo, ao contrário de bens como uma casa ou carro.
  • Doar dinheiro ou gastar com os outros aumenta bem-estar; estudos mostram que incentivar a poupança para experiências eleva satisfação e fidelidade a marcas.

O que aconteceu: Pesquisadores da Harvard Business School, liderados por Michael Norton, indicam que a diferença entre felicidade e dinheiro está na forma de gastar. Em evento da Sicredi, Norton explicou que experiências e atos de gastar com outros geram maiores retornos emocionais do que acumular bens.

Quem está envolvido: O estudo envolve Norton, instituições associadas e referências a pesquisas com diferentes grupos, incluindo casais e consumidores. A ideia é mostrar que escolhas de gasto influenciam o bem-estar de curto e longo prazo.

Quando e onde: As declarações foram feitas na quarta-feira, durante evento promovido pela Sicredi. O tema é apresentado como parte de uma linha de pesquisas em economia comportamental.

Por quê: A motivação é esclarecer que nem todo ganho financeiro aumenta a satisfação. Dados citados apontam que bens materiais tendem a ter efeito transitório, enquanto experiências deixam lembranças que se fortalecem com o tempo.

O que são as experiências: Norton afirma que viagens e participações em eventos fornecem recompensas emocionais antes, durante e depois. Em comparação, bens como casa nova perdem valor rápido ou ampliam distrações de forma passageira.

Como funciona na prática: A ciência indica que o dia mais feliz para muitos é a véspera das férias, pela expectativa. Pesquisas mostram que memórias de viagens frequentemente superam lembranças de aquisições materiais.

Resultados de implementação: Uma parceria com Hello Wallet aponta que poupar para experiências aumenta abertura de contas e resiliência ao tentarem gastar menos cedo. O foco em vivências pode alterar hábitos financeiros.

A ciência de gastar com o próximo: Norton descreve um experimento em que envelopes com dinheiro eram distribuídos pela manhã. Metade gasta consigo mesma, a outra metade doa ou ajuda alguém.

Resultados do experimento: Quem gastou para si manteve o nível de satisfação inicial, já quem presenteou alguém reportou maior bem-estar ao fim do dia.

Implicações para empresas: A filantropia corporativa pode ter impacto emocional maior quando envolve mais pessoas. Estudos com National Australia Bank e Crate & Barrel mostraram efeitos positivos com vouchers de caridade para funcionários e clientes.

Impacto no comportamento do consumidor: Funcionários valorizam ações altruístas; consumidores com créditos de doação demonstram fidelidade à marca, comparado a descontos tradicionais. Os resultados sugerem benefício mútuo para pessoas e negócios.

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