- Ulster Wildlife iniciou um projeto para rastrear hedgehogs com um pequeno dispositivo preso na região lombar, permitindo mapear seus deslocamentos noturnos.
- Apenas hedgehogs machos são usados para evitar perturbarem ninhos de fêmeas.
- O primeiro cão farejador de hedgehogs da Irlanda, Russell, foi treinado para localizar os animais e os rastreadores.
- O formal IUCN classifica o hedgehog comum da Europa Ocidental como Near Threatened, e os dados ajudam a entender como eles se movem em áreas urbanas.
- O objetivo é orientar ações de conservação em jardins, incluindo a criação de “hedgehog highways” e outras mudanças para facilitar deslocamentos entre terrenos.
Hedgehogs recebem rastreamento com GPS em projeto liderado pela Ulster Wildlife, visando mapear seus movimentos noturnos. Dispositivos parecidos com pequenas mochilas são presos à região lombar dos animais para entender caminhos, jardins visitados e pontos de alimento.
O primeiro cão detetor de hedgehogs da Irlanda, treinado pela Conservation Detection Dogs NI, auxilia a localizar as espécies quando as tags caem ou para encontrar animais marcados. Russell, um cocker spaniel de dois anos, trabalha com Patrice Kerrigan.
O projeto surge diante do declínio da espécie na Europa. O texo cita que o O lend do IUCN classifica o ouriço-comum (Europa Ocidental) como Near Threatened, destacando vulnerabilidades específicas em ambientes urbanos.
Ulster Wildlife explica que, para evitar perturbar ninhos, apenas machos são escolhidos para o uso inicial dos trackers. A ONG aponta que dados atuais, vindos do Reino Unido e Irlanda, indicam reclusão de ouriços em cidades, tornando os jardins urbanos potencial refúgio.
Detecção e objetivos do rastreamento
Katy Bell, diretora sênior de conservação, afirma que o GPS não interfere no comportamento do ouriço, pois eles ainda se enrolam em bolha. O objetivo é mapear trajetos noturnos com precisão, revelando rotas entre jardins, estradas, locais de alimento e descanso.
Russell e a atuação na prática
Patrice Kerrigan destaca que Russell ajudará em duas frentes: rastrear ouriços que não frequentam comedouros artificiais e recuperar sinais quando as tags dificultam a audição dos animais. O trabalho facilita a localização de ouriços durante o acompanhamento das primeiras marcações.
Impacto esperado e ações para jardins
Katherine Bell aponta que a contagem populacional caiu em milhões desde os anos 1950, com falta de habitat adequado e alimento como principais causas. Os dados devem orientar ações de conservação específicas para a Irlanda do Norte.
Maureen Carville, responsável pela jardinagem na Ulster Wildlife, defende mudanças domésticas para favorecer a vida dos ouriços, como vias de trânsito entre jardins, pilhas de troncos e áreas com plantas polinizadoras. Ela acrescenta que ouriços podem percorrer até 3 km por noite, abrindo a necessidade de conectividade entre espaços.
A equipe ressalta que ações humanas, como cortadores de grama elétricos, pellets para lesmas e obras em áreas com água, prejudicam a sobrevivência. Medidas simples, como oferecer água, criar caminhos entre jardins e optar por plantas amigas de polinizadores, ajudam a manter a cadeia alimentar do animal.
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