- Visitantes em Dive Tatapouri, perto de Gisborne, Nova Zelândia, participam de uma experiência de interagir com arraias em seu habitat natural.
- Um grupo de cerca de trinta pessoas vê seis eagle rays e arraias‑lápis‑cauda curta, algumas pesando mais de 300 kg, que passam entre os visitantes e permitem contato com as mãos.
- Bella, de 19 anos, diz que as arraias parecem “panquecas de filhote do mar” e que a experiência foi inesquecível, mudando sua percepção sobre os animais.
- O proprietário Dean Savage explica que os animais são livres para vir e ir, com limitações de tempo e de número de interações para evitar dependência; as arraias recebem nomes como Pancake, Waffle, Hine e Charlie.
- Especialistas veem turismo de vida marinha como ferramenta de conservação quando há educação, manejo responsável e respeito aos animais, evitando impactos negativos no ecossistema.
O que acontece: visitantes participam de uma experiência em vida selvagem, nadando em águas rasas perto de Gisborne, na Ilha Norte da Nova Zelândia. Um grupo de cerca de 30 pessoas, trajando macacões cáqui e botas, observa seis eagle rays e stingrays de cauda curta, alguns pesando mais de 300 kg, que se aproximam para interagir e receber alimento.
Quem está envolvido: a atividade é operada pela Dive Tatapouri, de propriedade de Dean Savage e da esposa Chris, que transformaram uma antiga fábrica de kina em um programa de ecoturismo voltado à observação de arraias. Um grupo de visitantes, incluindo Bella, de 19 anos, participa da experiência e relata a interação como extraordinária.
Quando e onde: a experiência ocorre no recife raso próximo à costa leste da Nova Zelândia, em Gisborne, em um cenário contínuo de turmas que chegam para observar os animais no seu habitat natural. A administração mantém regras estritas para proteger as arraias ao longo do ano, com pausas para evitar dependência alimentar.
Por que: o objetivo é apresentar as arraias de forma educativa, destacando sua importância cultural para os Māori e fomentar a conservação por meio do turismo responsável. Savage ressalta que as arraias são livres para ir e vir, e que as interações são limitadas em tempo e número, para que não dependam da atividade turística.
Ecoturismo e comportamento das arraias
As arraias são apresentadas como parte de um ecossistema costeiro rico, com espécies locais que costumam ser avistadas em portos e litoral. O manejo do tour orienta os visitantes a permanecerem imóveis e a respeitar o habitat, com retirada de quem desrespeita os animais. As arraias treinadas para reconhecer o movimento humano tendem a se aproximar por curiosidade, e o grupo pode oferecer peixe como alimento opcional.
Conservação, educação e curiosidade pública
Especialistas destacam que experiências bem conduzidas podem funcionar como ferramenta de conservação, desde que haja educação sobre as ameaças que as espécies enfrentam. A orientação é manter as atividades em equilíbrio com a vida marinha, evitando impactos negativos no comportamento e na saúde dos animais.
As arraias residentes, com mais de 20 anos em alguns casos, já ganharam nomes dentro do local, como Pancake, Waffle, Hine e Charlie. Há relatos de interações variadas: algumas arraias são mais tranquilas, outras mais ativas durante as interações com os visitantes.
Contexto mais amplo
Pesquisadores destacam que o turismo de vida selvagem exige cautela para não perturbar ecossistemas, prevenir infecções e evitar que os animais se tornem dependentes de humanos para alimentação. Quando feito com fiscalização, transparência educativa e limites claros, o turismo pode favorecer a compreensão pública sobre conservação marinha.
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