- Joop van Caldenborgh, fundador da empresa internacional Caldic, montou uma das maiores coleções de arte dos Países Baixos e criou o Museum Voorlinden, inaugurado em dois mil e dezesseis, perto de Haia, para unir arte, natureza e arquitetura.
- A coleção inclui nomes como Richard Serra, Louise Bourgeois e Anselm Kiefer; o museu tem como objetivo compartilhar as obras com o público.
- O colecionador tem realizado doações da sua própria coleção ao museu e continua adquirindo obras, com a mostra de aniversário em parceria com o coreógrafo William Forsythe.
- A primeira compra foi um portfólio de gravuras de Peter Struycken, aos dezesseis anos, pago com o dinheiro do jornal; a última aquisição destaque é uma pintura de Howardena Pindell, com cerca de oito metros de comprimento.
- Ele se arrepende de não ter adquirido a aranha de Louise Bourgeois, mas a obra volta ao público por meio de empréstimo para a exposição de aniversário; além disso, recomenda nadar no Reno quando estiver em Basel, como sugestão de experiência durante a visita.
Joop van Caldenborgh transformou dinheiro em arte. O fundador da Caldic, empresa internacional de químicos, inaugurou o Museu Voorlinden perto de Haia em 2016 para abrigar sua coleção — hoje uma das mais importantes da Holanda.
A coleção reúne nomes como Richard Serra, Louise Bourgeois e Anselm Kiefer. Van Caldenborgh doou as obras ao museu e continua adquirindo peças, mantendo o espaço integrado à natureza e à arquitetura. O objetivo é a convivência entre os elementos.
Ao comemorar o décimo aniversário, Voorlinden apresenta a mostra Celebrating the Icons of Art, com a participação de William Forsythe. A curadoria celebra a relação entre arte, público e o edifício projetado para o conjunto.
O colecionador relembra sua primeira compra: um portfólio de gravuras de Peter Struycken, adquirido aos 16 anos com dinheiro ganho na entrega de jornais. Hoje, o interesse é por obras que surpreendem pela escala e pela técnica.
Entre as aquisições recentes, destaca-se uma pintura de quase oito metros de Howardena Pindell, adquirida na White Cube. A obra impressiona pela técnica de milhares de traços que sugerem o mar.
Van Caldenborgh afirma decidir rápido, quase como um amor à primeira vista. Ele costuma visitar museus, galerias e estúdios, e quando identifica uma peça que encaixa, fecha a compra para compartilhar com o público.
Perspectivas e desejos do colecionador
O empresário admite ter oferecido de volta à cena museológica peças que não conseguiu adquirir. Ainda assim, projeta rolar empréstimos para futuras exibições, mantendo o repertório acessível ao público.
Para quem visita Basel, ele recomenda aproveitar o Rhine swim quando o tempo permite, uma prática que associa lazer à imersão no cenário artístico e urbano.
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