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Artista defende vídeo de Churchill em galeria londrina após condenação de colega

Artista defende vídeo sobre Churchill na National Portrait Gallery, alegando buscar diálogo; críticos contestam a atribuição histórica da fome de Bengala

Winston Churchill, pictured outside Downing Street in 1943 - the year of the Bengal famine.
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  • A artista premiada Turner, Helen Cammock, defende o vídeo Persistence exibido no National Portrait Gallery, afirmando que busca gerar diálogo sobre figuras da coleção.
  • O filme de quarenta minutos discute o papel de Winston Churchill na fome de Bengala de 1943, comparando suas ações a campanhas de Cromwell na Irlanda.
  • A obra recebeu críticas, incluindo uma carta aberta assinada por mais de cinquenta pares, que alega tratar-se de uma afirmação “barefaced lie” e de um debate ideológico.
  • A Telegraph chamou a afirmação de Churchill responsável pela fome de incorreta; o debate acadêmico sobre a responsabilidade do líder britânico persiste entre historiadores.
  • O National Portrait Gallery afirmou que a peça é uma obra criativa, exibida desde 2023 e com previsão de permanência até agosto, defendendo a liberdade de expressão artística sem necessariamente endossar as opiniões apresentadas.

Um filme-ensaio de 40 minutos da artista premiada Turner, Helen Cammock, instalado na National Portrait Gallery (NPG) de Londres, gerou controvérsia ao ligar Winston Churchill à fome de Bengal de 1943. A obra Persistence busca provocar diálogo sobre figuras retratadas pela instituição. A peça é narrada pela própria Cammock e não é documentário, segundo a artista.

Críticos e parlamentares chegaram a classificar a alegação como falsa, em carta assinada por mais de 50 pares do Reino Unido, incluindo o Lord Roberts de Belgravia, que chamou a afirmação de propaganda ideológica. O Telegraph também rejeitou a leitura histórica apresentada no video.

No conteúdo, a artista compara ações de Churchill a episódios de restrição alimentar na Índia, destacando e analisando o papel da liderança britânica na época. A peça aborda como histórias são contadas e quais depoimentos ganham espaço no acervo público.

A NPG afirmou que a obra foi criada e narrada pela artista, incluindo reflexões sobre eventos históricos e atuais. A galeria reiterou seu compromisso com a expressão artística, sem, contudo, endossar as opiniões expressas pelos artistas exibidos. A mostra fica em exibição até agosto, e houve confirmação de recebimento de correspondência formal sobre o tema, com previsão de resposta pela instituição.

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