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Como Varsóvia se tornou a nova capital da coleta

Com economia em alta, Varsóvia se firma como novo polo de colecionismo, com museu moderno e feira de arte atraindo compradores internacionais

A visitor to Galerie Nordenhake's presentation at Art Warsaw in the Villa Róż
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  • Em 2026 a Polônia ficou entre as maiores economias e Varsóvia ganha destaque como novo polo de colecionismo de arte.
  • A cidade sediou, de 21 a 24 de maio, a feira Art Warsaw, realizada na Villa Róż, prédio do século XIX que já abrigou a embaixada britânica.
  • Participaram cinquenta e seis galerias, das quais vinte e duas eram polonesas, com compradores internacionais e locais presentes.
  • As obras variaram em preço, com itens mais caros como Mirosław Bałka, € 150.000, e outras peças geralmente na faixa de € 7.000 a € 25.000.
  • A discussão sobre imposto de venda na Polônia (atualmente 23%) está em pauta, enquanto instituições como o Museu de Arte Moderna e o suporte da União Europeia impulsionam o cenário cultural local.

O aumento da atividade econômica e o maior internacionalismo fortalecem a cena artística de Varsóvia, maior cidade da Polônia. Em 2026, o país registrou o 20º maior PIB mundial, acima de US$ 1 trilhão, impulsionando o mercado de arte local. O skyline mistura o Palácio da Cultura e da Ciência, de antes, com torres modernas de empresas como Deloitte, LG e Samsung.

A cidade abriga desde 2023 a Art Warsaw, feira de arte que reúne galerias de qualidade. Entre 21 e 24 de maio deste ano, o evento ocorreu na Villa Róż, prédio histórico da era vitoriana, que já funcionou como embaixada britânica. Ainda que em estado degradado, o espaço mantém marcas do passado, como salas-forte, incinerador e uma boate dos anos 50 preservada.

A mostra, antes associada à New Art Dealers Alliance (Nada), passou a operar de forma independente, reunindo 56 galerias. Dentre elas, 22 são polonesas, como Raster e Foksal, com participantes internacionais de cidades como Viena, Tóquio, Berlim e Londres. Declarações de compradores refletem o alto conhecimento de colecionadores locais.

Os preços variaram bastante: obras mais caras incluíram uma peça de Mirosław Bałka, com corda suspensa avaliada em €150.000, exposta pela Nordenhake. Já a Raster exibia pinturas de Monika Falkus, com peças de até €25.000, e a Foksal mostrou esculturas cerâmicas de moradores de Varsóvia avaliadas em torno de €10.000 cada.

Os visitantes puderam acompanhar vendas diretas em várias estandes. A galeria romana ADA vendeu duas obras figurativas de Alicja Pakosz para colecionadores locais, a €7.000 cada, com imposto de cerca de 5%. A entrada foi gratuita e gerou filas, com cerca de 11.000 pessoas ao longo do evento.

Questões fiscais dominaram a pauta entre os participantes. A Polônia aplica 23% de imposto, mas o setor tenta redução para facilitar aquisições locais. Joana Witek-Lipka, diretora da Warsaw Gallery Weekend, destacou a pressão para tornar o mercado mais atrativo para compradores.

As instituições destacam o papel da museologia na cena. Além do museu de arte moderna, outras estruturas como a Zachęta sustentam a produção cultural, junto a uma rede de pequenos museus regionais. Programas da União Europeia, especialmente o Creative Europe, apoiam o setor no país.

A abertura a mercados internacionais é evidente na exposição atual no MoMA e na presença de grandes colecionadores, como Jerzy Starak e Grażyna Kulczyk, que investem em renovação de palácios e espaços expositivos. A cidade também recebe atenções pela renovação de espaços culturais e a atuação de fundações voltadas à arte.

Com a ascensão econômica e o aumento de colecionadores, Varsóvia se consolida como polo emergente do mercado de arte na região, reforçado pela ampliação de instituições museológicas, feiras internacionais e um fluxo crescente de visitantes e compradores. A tendência aponta para uma maior presença polonesa no cenário artístico global.

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