- Leilões de primavera em Nova York alcançaram recordes e preços elevados para obras de Jackson Pollock, Constantin Brancusi e Mark Rothko, com outros resultados mais modestos, segundo Judd Tully em entrevista a Ben Luke.
- A temporada é comentada por Ben Luke e Judd Tully, com a cobertura também da The Art Newspaper sobre os desfechos das vendas.
- A maior mostra europeia em mais de 30 anos da obra de James McNeill Whistler abriu no Tate Britain, em Londres, e segue para Amsterdam e Haia já neste fim de ano.
- O guia da exposição no Tate Britain fica a cargo da curadora Carol Jacobi, que acompanha a visita do público à mostra.
- A “Work of the Week” é o friso de Edvard Munch, criado em 1922 para a cantina feminina da Freia Chocolate Factory em Oslo; o friso está emprestado ao museu Munch e em exposição temporária em Oslo até 11 de outubro.
Em Nova York, o ciclo de leilões da temporada de primavera recebeu os olhos do mercado na semana passada, com resultados que misturaram recordes e negócios moderados. O episódio destaca os desfechos das vendas, além de uma imersão na exposição de James McNeill Whistler na Tate Britain, em Londres. O editor digital acompanhou as etapas e o repórter conversou com especialistas para entender os impactos.
O encontro entre apostas altas e pressões de preço ficou evidente em obras de Pollock, Brancusi e Rothko, entre outras, segundo Judd Tully, que tem acompanhado as negociações para The Art Newspaper. O programa traz ainda uma visão sobre o tom geral das negociações e o que isso sinaliza para o segundo semestre.
Enquanto isso, em Londres, a maior mostra de Whistler na Europa em mais de três décadas abriu suas portas na Tate Britain. O projeto, que permanece em cartaz até setembro, ganha continuidade com apresentações paralelas na Holanda, em Amsterdam, e em The Hague, no início de 2027.
Ben Luke conduz o relato da exposição ao lado da curadora principal, Carol Jacobi, que orienta o visitante pela sala do artista norte-americano. A mostra reúne trabalhos emblemáticos da fase londrina de Whistler, com foco em gravuras, pinturas e a relação do pintor com a cidade.
Paralelamente, o episódio traz o relato técnico sobre a curadoria e a montagem da exposição, com olhar sobre a disposição das obras, o contexto histórico e as críticas que o artista recebeu ao longo da carreira. A curadoria destaca a influência de Whistler na cena britânica e europeia da época.
Whistler em Londres
A mostra em Tate Britain é descrita como a mais extensa já apresentada na Europa, reunindo peças que ajudam a entender a inovação formal de Whistler. A circulação pelo espaço evidencia a relação entre tonalidade, composição e objetivo estético do artista.
O programa aponta que a itinerância pela Holanda está prevista para ocorrer no fim do ano, com exibição no Van Gogh Museum, em Amsterdam, além de The Mesdag Collection, na The Hague. A ideia é ampliar o alcance histórico do projeto para públicos europeus.
Freia e a obra de Munch em Oslo
Entre as atrações da semana, o destaque fica para a obra de Edvard Munch criada em 1922 para o refeitório feminino da Freia Chocolate Factory, em Oslo. A peça permanece na coleção da Freia, mas está temporariamente emprestada ao museu Munch, em Oslo, para a mostra Edvard Munch and the Chocolate Factory.
O repórter Alexander Morrison viajou a Oslo para ouvir Ana María Bresciani, curadora da exposição, sobre a importância da obra dentro do conjunto temático da mostra. A curadoria ressalta a relação entre arte, indústria e cultura popular na obra de Munch.
A curadoria e o acervo colaboram para revelar como a produção de Munch dialoga com o consumo requintado de chocolate e com o universo comercial da época. A exibição percorre a integração entre arte e indústria, com foco em relações culturais.
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