- O Irã não participará da 61ª edição da Bienal de Veneza, com abertura prevista para 9 de maio de 2026.
- A decisão foi anunciada pelos organizadores na segunda-feira, 4 de maio, sem apresentar o motivo.
- Não houve divulgação sobre o artista escolhido nem o pavilão; apenas o comissário foi citado: Aydin Mahdizadeh Tehrani.
- A retirada ocorre em meio a tensões crescentes no Oriente Médio e a uma crise político-econômica na região.
- No contexto da Bienal, o júri de prêmios renunciou recentemente; sem júri, os grandes prêmios serão decididos por voto popular, com a cerimônia em novembro.
A Iran anunciou oficialmente que não participará da 61ª edição da Bienal de Veneza, prevista para abrir em 9 de maio. A decisão foi anunciada pelos organizadores do evento, em um breve comunicado divulgado na segunda-feira, 4 de maio. A ausência ocorreu sem especificar os motivos.
Segundo o comunicado, o Irã não integram as Participações Nacionais na Exposição Internacional de Arte, intitulada In Minor Keys, com curadoria de Koyo Kouoh (9 de maio a 22 de novembro de 2026). Até o momento, o país não revelou qual artista ou pavilhão seria apresentado. O comissário informado é Aydin Mahdizadeh Tehrani, diretor-geral de artes visuais do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica (MCIG).
Contexto político e histórico do Irã
A decisão ocorre em meio a tensões crescentes no Oriente Médio, com risco de retomada de conflitos entre EUA e Irã. Fontes próximas ao tema indicaram à imprensa especializada que não havia logística viável para o envio de obras ao exterior, dada a situação de crise, com interrupções em voos e serviços postais. Nos últimos anos, a participação iraniana na Bienal tem sido discreta, com artistas reconhecidos pouco representados.
O Irã estreou na Bienal de Veneza em 1956 e retornou com mais constância a partir de 2003, passando a participação a ser mais regular após 2015. A notícia de retirada coincide com uma crise organizacional na própria Bienal: na semana anterior, o júri de premiação renunciou em protesto sobre a participação de Israel e Rússia no evento, deixando a cerimônia de entrega de prêmios em formato de votação popular até novembro.
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