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Empresas valorizam estagiários que aprendem, não apenas domínio técnico

Empresas preferem estagiários com disposição para aprender a candidatos com domínio técnico; liderança efetiva eleva efetivação e retenção

Seis tendências para atração e seleção de estagiários em 2026
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  • Oito em cada dez empresas no Brasil preferem efetivar estagiários com disposição para aprender do que candidatos com domínio técnico consolidado, segundo pesquisa do CIEE em parceria com o Instituto Locomotiva, com 260 profissionais de RH.
  • Disciplina, pontualidade, proatividade e alinhamento com a cultura aparecem como critérios mais valorizados, enquanto as hard skills são vistas como requisitos de entrada, não decisivos.
  • Estágio estruturado ainda é maioria pequena: 32% operam ciclos planejados; 68% contratam por demanda, sem cronograma fixo.
  • Retenção é desafio: 26% das organizações com programas estruturados apontam rotatividade, e 17% relatam abandono por condições como bolsa-auxílio e dificuldade de conciliar com a vida acadêmica.
  • O papel do gestor é central: 78% afirmam que o desenvolvimento do estagiário depende mais do gestor direto; 85% defendem treinamento para gestores, e 83% acreditam que a presença presencial aumenta a efetivação.

Oito em cada dez empresas no Brasil preferem efetivar estagiários com disposição para aprender em vez de candidatos com domínio técnico consolidado. A conclusão é de uma pesquisa do CIEE, em parceria com o Instituto Locomotiva, que ouviu 260 profissionais de RH envolvidos em programas de estágio.

Os resultados apontam que disciplina, pontualidade, proatividade e alinhamento com a cultura da empresa aparecem com mais frequência como critérios de seleção do que as chamadas hard skills. Técnicas são vistas como requisitos de entrada, não fatores decisivos.

O estudo mostra ainda que o perfil desejado pelos recrutadores mudou, colocando a vontade de aprender acima do desempenho acadêmico ou do conhecimento em softwares específicos. A liderança direta surge como fator determinante para o desenvolvimento do estagiário.

Entre as empresas com programas estruturados, o formato generalista predomina, com contratos de até dois anos. Na prática, apenas 32% operam com ciclos contínuos; 68% contratam por demanda, sem cronograma fixo.

Rotatividade é o principal desafio, citado por 26% das organizações com estágios estruturados. Outras 17% mostram que a evasão acontece por valores da bolsa-auxílio ou dificuldade de conciliar estudo e trabalho.

O estudo aponta ainda que a liderança direta influencia o desempenho do estagiário, conforme 78% das empresas. Por isso, 85% defendem treinamento específico para gestores acompanhar estagiários, diante de vínculos de desempenho menores quando falta preparo.

A maioria dos programas é presencial, com 85% operando nesse regime. Apesar disso, 55% dos estagiários preferem formatos mais flexíveis, enquanto 83% das empresas acreditam que o presencial aumenta as chances de efetivação.

A pesquisa ressalta o papel das empresas integradoras, que ligam estudantes a empregadores. Segundo 93% das organizações, esses intermediários garantem o cumprimento das exigências legais, e 88% relatam melhoria na qualidade das contratações.

Para o CIEE, o caminho é claro: investir em aprendizagem contínua e em liderança preparada tende a ampliar retenção, desempenho e taxas de efetivação. A partir dos dados, cresce a percepção de que a formação prática supera o domínio técnico na entrada.

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