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Polêmica envolve supostas injeções no pênis de atletas do salto de esqui

Wada investiga denúncias de atletas de salto de esqui que injetariam ácido hialurônico no pênis para ampliar projeção aerodinâmica, com alertas de riscos graves

Atletas do salto de esqui poderiam obter vantagens competitivas por conta da aerodinâmica dos trajes, caso injetassem ácido hialurônico no pênis (Foto: AFP)
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  • A Agência Mundial Antidoping (Wada) vai investigar denúncias de que atletas do salto de esqui injetariam ácido hialurônico no pênis para turbinar resultados nas Olimpíadas de Inverno, que começaram no dia seis, na Itália.
  • Segundo as denúncias, o objetivo seria ampliar a circunferência peniana para aumentar a superfície de contato com o ar durante os saltos.
  • O ácido hialurônico não consta na lista de substâncias proibidas e a investigação ainda não confirmou a veracidade das acusações; um relatório é esperado nas próximas semanas.
  • No ano passado, dois medalhistas olímpicos noruegos, o atleta Marius Lindvik e o atleta Johann André Forfang, foram suspensos por três meses após a equipe ajustar as costuras das roupas na região da virilha durante o Campeonato Mundial de Esqui de 2025.
  • A Sociedade Brasileira de Urologia alertou sobre os riscos do engrossamento peniano com ácido hialurônico, incluindo disfunção erétil e complicações, ressaltando que procedimentos realizados por profissionais treinados também apresentam perigos.

A Agência Mundial Antidoping (Wada) deve apurar denúncias de que atletas de salto de esqui teriam feito injeções no pênis para melhorar o desempenho nas Olimpíadas de Inverno, que começaram na Itália. As informações indicam que a prática seria usada para ampliar a superfície de contato com o ar durante os saltos, oferecendo potencial vantagem aerodinâmica. A investigação ainda não tem confirmação oficial.

Segundo relatos, as suspeitas envolvem o uso de ácido hialurônico, substância não proibida pela Wada, aplicada de forma a aumentar a circunferência peniana em até 1-2 cm. O objetivo alegado seria influenciar o ajuste de trajes em torno da virilha, com medições realizadas em ambiente controlado. A equipe seria responsável pelo suposto ajuste, segundo reportagens internacionais.

O caso ganhou repercussão após menção do jornal The Guardian de um episódio envolvendo dois medalhistas noruegueses, Marius Lindvik e Johann André Forfang, que teriam sido suspensos por três meses devido a mudanças nas costuras de trajes durante o Campeonato Mundial de Esqui de 2025. Não há confirmação oficial sobre a ligação entre a suspensão e as alegações de injeção.

A substância em questão não consta na lista de proibidas pela Wada, o que motivaria a apuração para verificar qualquer uso indevido ou risco à integridade esportiva. A investigação deve trazer um relatório nas próximas semanas, com detecção de eventuais irregularidades e medidas cabíveis.

Riscos à saúde associados ao uso do ácido hialurônico foram destacados pela Sociedade Brasileira de Urologia em março de 2025. Em comunicação, a entidade alertou para possibilidades de disfunções, fibrose peniana e outras complicações, mesmo quando administrado por profissionais treinados. A avaliação ressalta que o engrossamento peniano pode apresentar complicações, como infecção, irregularidades e necrose em casos extremos.

A recomendação médica é buscar procedimentos apenas com profissionais capacitados e considerar os riscos antes de qualquer intervenção estética. A Wada deve confirmar se há evidências suficientes para confirmar ou afastar as denúncias envolvendo atletas de salto de esqui e padrões de ajuste de trajes nas competições.

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