- Em Munique, uma viga colocada no canal de Eisbach no dia 25 de dezembro para tentar recriar a onda foi removida neste domingo, a pedido das autoridades municipais.
- A remoção encerra a tentativa de reativar a famosa onda do Eisbach, que desapareceu em outubro, após trabalhos anuais de limpeza no leito do rio Isar.
- Ativistas penduraram uma faixa com “Feliz Natal” acima da água durante a instalação, segundo a imprensa alemã.
- O grupo de surfistas local IGSM afirmou, em comunicado, que desiste da campanha para manter a onda, acusando a prefeitura de demora.
- A onda de Eisbach, no Englischer Garten, já foi considerada a maior e mais estável onda de rio na região central, atraindo entre três mil e cinco mil surfistas locais; o acesso ficou interrompido por meses após a morte de um morador de 33 anos durante a prática noturna.
O Eisbach, a famosa onda do Isar em Munique, voltou a virar assunto após as autoridades removerem uma viga colocada no Natal com o objetivo de recriar a onda. A intervenção ocorreu no trecho lateral do rio, dentro do Englischer Garten, no centro da cidade.
Desde outubro, a onda já não estava disponível devido à limpeza anual do leito do rio. Em dezembro, ativistas tinham instalado a viga para recriar parte da atração e penduraram uma faixa com o texto Merry Christmas.
Desdobramentos recentes
Segundo a Agência France-Presse, um porta-voz do corpo de bombeiros de Munique confirmou que a instalação foi retirada no domingo a pedido das autoridades da cidade. A ação segue uma sequência de tentativas para manter o wave ativo.
A associação local de surfistas, Interessengemeinschaft Surfen in München (IGSM), informou que abandonou a campanha para salvar a onda, acusando a prefeitura de lentidão. A retirada ocorre após várias ações fracassadas desde outubro.
Historicamente, o Eisbach era considerado a maior e mais constante onda de rio no coração de uma grande cidade e, na época, atraía milhares de praticantes e visitantes. Estima-se que entre 3 mil e 5 mil surfistas locais a utilizavam, segundo o líder da IGSM, Franz Fasel, em julho.
O acesso à onda ficou interrompido por meses neste ano após a morte de um morador de 33 anos que ficou preso sob a água enquanto surfava à noite. A prefeitura justificou as medidas de limpeza como parte de manutenções no leito.
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