Daria Kasatkina, uma tenista da Rússia, se mudou para Melbourne, na Austrália, após enfrentar rejeição em seu país por ser gay. Ela decidiu deixar a Rússia devido à oposição do governo à sua orientação sexual e às suas críticas sobre a invasão da Ucrânia. Em uma entrevista, Kasatkina disse que a escolha de sair foi difícil, mas necessária para viver livremente. Antes de se mudar, ela morava em Barcelona e agora se sente bem recebida na Austrália. A tenista comentou sobre a repressão à comunidade LGBTQ+ na Rússia e destacou que a recepção ao seu novo lar foi positiva. Kasatkina expressou orgulho em representar a Austrália e afirmou que agora se considera australiana. Ela também falou sobre a importância de agir para promover mudanças.
Daria Kasatkina, tenista russa, mudou-se para Melbourne, Austrália, após enfrentar rejeição em seu país natal por se declarar gay em 2022. A mudança de nacionalidade foi motivada pela oposição do governo russo à sua orientação sexual e à sua crítica à invasão da Ucrânia.
Em entrevista ao jornal The Guardian, Kasatkina, que ocupa a décima quarta posição no ranking mundial, relatou que a decisão de deixar a Rússia foi difícil, mas necessária. “Se queria viver uma vida livre e aberta, não podia fazer isso na Rússia”, afirmou. A tenista, que residia em Barcelona, agora se sente acolhida na Austrália, onde diz que a reação à sua mudança foi positiva.
Kasatkina também comentou sobre a repressão à comunidade LGBTQ+ na Rússia, que se intensificou após sua declaração. “Foi emotivo e estava nervosa, mas a recepção foi ótima”, destacou. A atleta competia sob bandeira neutra devido à invasão da Ucrânia e já considerava deixar seu país antes de se mudar definitivamente.
A tenista expressou orgulho em representar a Austrália, afirmando: “Agora me vejo como uma australiana e estou muito orgulhosa disso.” Kasatkina, que foi uma das poucas vozes críticas em relação à presença do tênis na Arábia Saudita, enfatizou a importância de assumir a responsabilidade pela própria vida. “Se você quer mudar algo, tem que agir”, concluiu.
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