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CEO da Porsche Brasil afirma que carros elétricos são caminho sem volta

CEO da Porsche Brasil afirma que o caminho é elétrico sem volta; os últimos carros a combustão a persistir devem ser de corrida, ditados pela demanda do consumidor

Um Porsche Taycan elétrico: 'Nós, como companhia, faremos o que o cliente demandar, mas a tendência é clara', disse o CEO da empresa no Brasil. (Foto: Alex Kraus/Bloomberg)
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  • O CEO da Porsche do Brasil, Peter Vogel, afirma que os carros elétricos são um caminho sem volta, e que os últimos a combustão a persistir deverão ser, provavelmente, os de corrida.
  • Ele fez a declaração à Bloomberg Línea durante a inauguração do espaço Tempo By Porsche, em São Paulo.
  • Vogel destaca que a Porsche tem tradição de corridas há mais de cinquenta anos, o que, segundo ele, não é comum em novas montadoras.
  • A marca mantém um portfólio que contempla veículos elétricos, como o Cayenne, além de modelos a combustão igualmente bons, como o 911.
  • O executivo também aponta que a demanda deve seguir o que o consumidor quer, com a possibilidade de explorarem combustíveis sintéticos livres de CO₂ no futuro.

O CEO da Porsche do Brasil, Peter Vogel, afirma que os carros elétricos representam um caminho sem volta para o mercado automotivo. Ele ressalta que os últimos modelos a combustão tendem a sobreviver apenas em versões de corrida, conforme avaliação feita à Bloomberg Línea durante a inauguração do espaço Tempo By Porsche em São Paulo.

Segundo Vogel, a tradição da Porsche em corridas dá vantagem tecnológica frente a novas montadoras que chegam ao mercado. Ele lembra que a marca tem décadas de experiência em competições, algo que não é carregado por todos os concorrentes.

O executivo também destaca o portfólio da Porsche, que atende diferentes perfis de consumidor, incluindo elétricos de alto desempenho como o Cayenne, além de modelos a combustão reconhecidos pela qualidade, como o 911. A ideia é oferecer opções, não impor diretriz única.

Sobre o futuro, Vogel aponta que a demanda é definida pelo consumidor e não imposta de cima para baixo. A tese é de que o mercado evolui para eletrificação, ainda que em ritmo potencialmente mais lento do que o previsto.

Em relação a caminhos alternativos, o CEO menciona a possibilidade de combustíveis sintéticos livres de CO2. Ele destaca que diversas empresas passam a considerar essa opção, em linha com uma responsabilidade ambiental crescente e a necessidade de inovação. Bloomberg Línea é a fonte das declarações.

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