- Em 2026, a F‑1 terá carro menor (3,4 metros de comprimento), mais leve (redução de até 30 kg) e pneus mais estreitos, com economia de cerca de 5 kg por roda.
- A potência virá em metade de origem elétrica, com energia recarregável por frenagem ou desaceleração, gerando um “boost mode” temporário durante as voltas.
- Não haverá mais DRS; haverá uma asa dianteira móvel com dois modos de uso: um para curvas e outro para retas.
- A Mercedes realizou cerca de quinhentas voltas em testes de pré‑temporada em Barcelona; Russell e Antonelli destacaram a condução e o novo conceito de carro.
- As próximas sessões de testes de pré‑temporada vão ocorrer no Bahrein de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro; o campeonato começa em 8 de março, na Austrália.
A dupla da Mercedes, George Russell e Andrea Kimi Antonelli, avaliou o carro da F1 2026 durante os primeiros testes de pré-temporada em Barcelona. Os pilotos destacaram que o novo regulamento traz mudanças relevantes na aerodinâmica, no chassi e na recuperação de energia, apontando que o conjunto pode representar o formato ideal de um carro de competição.
Os testes envolveram cerca de 500 voltas, permitindo que a equipe analise o funcionamento do veículo em diferentes configurações. A avaliação inicial aponta para uma pilotagem mais intuitiva e uma sensação de condução mais próxima de um carro de corrida tradicional, segundo Russell e Antonelli.
Novo conceito de potência
A partir de 2026, metade da potência virá de uma unidade elétrica com bateria recarregável. A energia pode ser recuperada por meio de frenagem e desaceleração, fornecendo um impulso temporário conhecido como boost mode. A gestão de energia, conforme ressaltam os pilotos, passa a exigir estratégias específicas por pista.
Mudanças no chassi e na aerodinâmica
O chassi terá comprimento reduzido a 3,4 metros, com peso exposto a uma queda de cerca de 30 kg. Os pneus ficarão mais estreitos, gerando economia de até 5 kg por roda. O assoalho fica mais simples, com a tarefa de gerar downforce sendo repassada às asas dianteiras e traseiras.
Asa dianteira móvel e ausência de DRS
Não haverá mais o DRS tradicional; a asa dianteira móvel poderá ser acionada em dois modos, um para curvas e outro para retas. Segundo os pilotos, a nova configuração facilita acompanhar o carro da frente, especialmente em curvas de alta velocidade, apesar de exigir adaptação ao balanceamento de energia ao longo da volta.
Desenvolvimento e perspectivas
Antonelli elogiou a dirigibilidade com o peso e o tamanho reduzidos, destacando maior previsibilidade e controle. Ainda segundo ele, o carro é divertido de pilotar, com sensação de evolução em comparação aos modelos de épocas anteriores. Os dois destacaram que a energia adicional do motor elétrico eleva a aceleração, principalmente em altas velocidades.
Desdobramentos para a temporada
As equipes voltam aos trabalhos na próxima semana, com o Circuito de Sakhir, no Bahrein, recebendo as duas rodadas de testes de pré-temporada entre 11 e 13 de fevereiro e entre 18 e 20 de fevereiro. As sessões serão abertas à imprensa e terão cobertura da TV. O campeonato tem início confirmado para 8 de março, com o GP da Austrália.
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