- Mercedes mostrou confiabilidade e velocidade, com mais de quinhentas voltas em Barcelona; Russell e Antonelli tiveram tempos competitivos, sem problemas no carro ou motor, mas o tempo mais rápido ficou com Hamilton (1 min 16,348).
- Ferrari teve o melhor tempo entre as cinco jornadas de shakedown e aparece mais promissora para 2026, ainda sob cautela sobre o novo regulamento.
- Williams não apresentou o carro novo nesta fase de testes, optando por acompanhar o ritmo sem usar o carro renovado.
- Audi e Cadillac chegaram ao Barcelona com foco em desenvolvimento e confiabilidade, enfrentando dificuldades comuns de estreia e estudando ajustes para o Bahrein.
- Gabriel Bortoleto participou do último dia dos testes; o Barcelona serviu como lição de casa para equipes em evolução rumo a uma temporada 2026 de paciência e ajustes constantes.
A Barcelona viveu uma semana de testes “secretos” que revelaram as primeiras impressões da F1 em 2026, em meio a mudanças significativas de regulamento. O foco foi entender confiabilidade, desempenho e o equilíbrio entre equipes na nova era. O shakedown ocorreu no Circuit de Barcelona-Catalunya, com cinco dias de atividades fechadas à imprensa.
A Mercedes foi destaque pela confiabilidade e velocidade, alcançando mais de 500 voltas. O carro e a nova unidade de potência mostraram consistência, mesmo com a imprensa fora dos boxes. A Williams não levou o carro novo para a pista na Espanha, aproveitando apenas o período de shakedown.
Entre os pilotos, George Russell e Kimi Antonelli registraram tempos competitivos, liderando trechos das sessões e sem falhas severas. A Ferrari também chamou atenção ao registrar o melhor tempo, enquanto a Ferrari enfrentou a cautela típica de pré-temporada com foco em gestão de energia.
Confiabilidade e desempenho sob nova regra
Apesar do desempenho relevante, o cronômetro não foi o único parâmetro. O esforço de equipes como Mercedes, Ferrari e Red Bull Ford Powertrains ficou voltado à confiabilidade e ao ganho de eficiência energética. Na prática, os times trocaram dados entre si para aprimorar o funcionamento dos motores híbridos de 2026.
A Red Bull, sem priorizar tempos, elogiou a confiabilidade e a velocidade de seu novo motor. Aston Martin apareceu com apresentações de design esperado para o time de Adrian Newey, sinalizando avanços, mas com observação de muitos testes ainda por vir.
Audi, Cadillac e o desafio de estreia
Audi e Cadillac chegaram a Barcelona em ritmo inicial, com foco em desenvolvimento e confiabilidade. As equipes de fábrica norte-americanas passaram por quebras e ajustes, preparando-se para o desafio de construir uma unidade de potência e uma equipe desde o zero, respectivamente. O objetivo é aperfeiçoar o acerto e a integração com o simulador.
Gabriel Bortoleto integrou o programa de testes da F1 2026, marcando presença no último dia em Barcelona. O brasileiro terá a missão de auxiliar a evolução do seu time, que terminou a temporada anterior na última posição e busca avanços consistentes na fase de adaptação.
O retorno aos circuitos deve favorecer ajustes rápidos, com foco nos testes do Bahrein, onde as equipes pretendem explorar velocidades máximas e limites de energia em condições mais próximas das corridas. O clima frio também adiou algumas avaliações, mantendo o campeonato em aberto até as primeiras semanas de 2026.
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