- Marianne Rosenberg, fundadora da Rosenberg & Co em 2015, atua em uma linha familiar de galeristas e recupera o legado de seu pai na mostra em Nova York.
- O vínculo da família Rosenberg com artistas importantes como Giacomo Manzù remonta a décadas, incluindo a relação entre Alexandre Rosenberg e o escultor italiano.
- A exposição Giacomo Manzù: The Artist and his Dealer reúne esculturas, drawings e cartas que mostram a relação entre Manzù e Alexandre, e fica em cartaz até 27 de junho.
- A mostra destaca obras como Standing Cardinal e Cestino, além de material arquivístico que evidencia a parceria de confiança entre artista e dealer.
- A família mantém o trabalho de restituição de obras roubadas durante a Segunda Guerra Mundial, com mais de 50 itens ainda desaparecidos e o acervo Paul Rosenberg Archives no Museu de Arte Moderna.
Marianne Rosenberg, galerista da Rosenberg & Co, reestrutura o legado de sua família através de uma mostra em Nova York. O projeto reúne esculturas, trabalhos em papel e cartas de arquivo de Giacomo Manzù, explorando décadas de relação entre o artista italiano e Alexandre Rosenberg.
A exibição, intitulada Giacomo Manzù: The Artist and his Dealer, permanece em cartaz até 27 de junho. O foco é a ligação entre Manzù e o representante da família Rosenberg, destacando a colaboração comercial e o contato pessoal ao longo dos anos.
Aferições históricas ajudam a contextualizar o acervo. A mostra nasce do interesse de Marianne em reconstituir o legado material da família, que inclui ainda empenhos para restituição de obras saqueadas durante a Segunda Guerra Mundial.
Origens da família
A genealogia artística remonta a Alexandre Rosenberg, avô de Marianne, figura influente no Paris do final do século XIX. A trajetória da família também abrange Paul Rosenberg, responsável por relações com Matisse, Léger e Picasso.
A fuga de 1940, quando a família deixou a França ocupada pelos nazistas, é apresentada como marco do deslocamento e da recuperação do acervo. Em Nova York, Paul reabriu a galeria e, posteriormente, Alexandre continuou o trabalho até o falecimento dele em 1987.
A exposição
Marianne descreve a relação entre Alexandre e Manzù como um vínculo próximo, que durou até a morte do galerista. O material exposto inclui obras do artista italiano conhecidas pela expressão de figuras religiosas e bronze, além de cartas que revelam a confiança entre as partes.
Entre as peças em exibição estão Standing Cardinal (1972) e Cestino (1984). A curadoria também enfatiza o papel do arquivo de Paul Rosenberg, hoje parte do acervo do Museum of Modern Art, e a busca por obras ainda desaparecidas, com estimativas superiores a 50 itens.
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