- Marjane Satrapi, autora do quadrinho Persépolis e cineasta franco-iraniana, faleceu aos 56 anos, segundo anúncio da família à agência AFP.
- A família informou que a morte ocorreu de tristeza pouco mais de um ano após o falecimento do marido, Mattias Ripa.
- Persépolis, publicada em 2000, retrata a infância de Satrapi em Teerã durante a Revolução Islâmica e a mudança para a Europa.
- A obra tornou-se referência no quadrinho, com edições em espanhol, basco e catalão pela Reservoir Books.
- Satrapi também dirigiu filmes, entre eles Persépolis, premiado no Festival de Cannes em 2007 com o Grand Prix do Jurado e indicado ao Oscar na categoria melhor filme de animação; depois lançou a road movie La banda de los Jotas, The Voices.
Marjane Satrapi, escritora de quadrinhos e cineasta franco-iraniana, morreu aos 56 anos, segundo informa a imprensa francesa por meio de um comunicado da família à AFP. A morte ocorreu pouco mais de um ano após o falecimento de seu marido, Mattias Ripa. A causa foi descrita como decorrente da tristeza.
Satrapi ganhou notoriedade com Persépolis, publicado em 2000, que se tornou referência no quadrinho mundial. A obra retrata a infância em Teerã durante a Revolução Islâmica e a transição para a vida na Europa, onde vive desde então.
A trajetória da autora não se limitou aos desenhos. Também publicou Bordados e Pollo con Ciruelas, romances gráficos que exploram vidas de mulheres e memórias familiares, respectivamente. O estilo gráfico em preto e branco ficou conhecido por traduzir complexidades históricas em relatos pessoais.
Carreira e reconhecimento
Satrapi se aventurou no cinema ao adaptar Persépolis para o cinema, em parceria com Vincent Paronnaud. O filme recebeu o Grand Prix do Júri em Cannes em 2007 e foi indicado ao Oscar de melhor filme de animação, marcando uma das maiores realizações de uma criadora na história.
Mais adiante, dirigiu outras produções, incluindo a road movie The Voices, que aborda um assassino em território americano. Ao longo da carreira, consolidou-se como uma voz essencial do relato de identidades e liberdades na cultura visual contemporânea.
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