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Festivais de Edimburgo buscam bilheteria conjunta para todos os 11 de agosto

Festival de Edimburgo mira caixa única de ingressos para 11 eventos, buscando aumentar vendas e atrair patrocinadores ante cortes de financiamento

People dressed as clowns lying in a pile onthe ground.
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  • As festivais de Edimburgo estudam lançar uma caixa única de bilhetes para os 11 eventos da cidade, para facilitar a compra e explorar os dados de público.
  • A ideia visa aumentar as vendas e atrair patrocinadores, como Mastercard, para compensar cortes de financiamento público previstos.
  • O Fringe (maior festival), porém, já anunciou planos de seu próprio app rival, com piloto beta para 1.000 participantes em agosto.
  • Os organizadores enfrentam inflação, custos de pessoal e uma nova taxa de 5% sobre hospedagem, além de possíveis cortes de subsídios do governo da Escócia.
  • Estão em conversas com VisitScotland, Creative Scotland e o conselho de Edimburgo sobre apoio ao projeto, que busca consolidar operações de venda e dados de público.

A edição de edições de teatro, música e cinema em Edimburgo busca criar uma bilheteria única para todos os 11 festivais da cidade. A medida visa facilitar a compra de ingressos e explorar o vasto conjunto de dados de clientes para compensar cortes de financiamento público.

Diretores dos festivais avaliam que um caixa único pode aumentar as vendas e atrair patrocínios corporativos, como Mastercard, diante das reduções previstas na verba pública nos próximos anos. A ideia já circulava privatamente, ganhando relevância após um comentário do ator Brian Cox em 2023.

Os festivais que integram o projeto serão convidados a analisar a fusão das operações de venda de ingressos e de dados. Em 2024, juntos passaram perto de 4 milhões de ingressos, incluindo eventos internacionais, o festival literário e o festival de cinema.

A Fringe de Edimburgo, maior bloco criativo da cidade, já avançou com planos de seu próprio aplicativo concorrente. O executivo-chefe da Fringe Society, Tony Lankester, afirmou que um beta será testado com mil participantes neste agosto, com base em um protótipo que ele desenvolveu usando IA.

As autoridades locais, o VisitScotland, Creative Scotland e o governo municipal discutem apoio ao projeto, diante de pressões como inflação e custos de pessoal. O governo já anunciou verba para apoiar a cultura, mas prevê cortes de cerca de 5 bilhões de libras no gasto total até 2030.

Lankester informou que o custo de hospedagem elevado em Edimburgo tem prejudicado a presença de produtores e a venda de ingressos. Dados da Post Office indicam que a cidade tem os custos hoteleiros mais altos entre 50 cidades europeias, com Edimburgo entre as mais caras do continente.

Os organizadores ressaltam que o objetivo é criar um sistema que priorize shows e usuários, não apenas grandes produtores ou salas maiores. A proposta prevê um “lago de dados” para entender melhor gostos do público e comportamento de compra.

Visão de futuro e próximos passos

Fran Hegyi, diretora executiva do festival internacional, afirma que a parceria pode ampliar o impacto econômico da cultura na Escócia, mantendo o foco em uma experiência de compra simples, com um único carrinho de compras para todos os festivais.

Lankester acrescenta que o aplicativo da Fringe poderá sugerir shows com base em escolhas passadas, usando algoritmo de IA similar a serviços de streaming. O objetivo é oferecer recomendações úteis sem favorecer grandes produtores.

Em paralelo, as negociações com entidades locais seguem para garantir suporte público e estruturar o desenvolvimento tecnológico necessário. O cronograma do Fringe para este ano é de 7 a 31 de agosto.

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