- O British Film Institute (BFI) está reunindo memes da internet em um acervo, via o portal Replay, para preservar a história do conteúdo online.
- A proposta vai além de reconhecer viralidade: busca montar um mosaico do que a internet contribuiu para o cinema e a cultura visual.
- Entre os itens já disponíveis estão o meme “Badgers”, o vídeo “Charlie bit my finger” e um gif de cabeça que está associado ao rosto de Robert Redford.
- O BFI ressalta que o projeto envolve permissão dos criadores e envio dos arquivos originais, o que nem sempre é simples pela dispersão de quem produziu o conteúdo.
- O objetivo é capturar clipes, tutoriais, animações, vídeos musicais e outros formatos que moldaram a web, levando em conta a fragilidade de plataformas digitais e formatos obsoletos.
O British Film Institute (BFI) está criando um arquivo do que ficou marcado pela internet, incluindo memes. A iniciativa busca tratar a web como memória cultural, registrando conteúdos virais que ajudam a entender a evolução online. A ação é parte de uma linha histórica de preservação de filmes e de materiais audiovisuais.
O projeto, ainda em construção, reúne vídeos considerados essenciais pelo BFI para o seu acervo Replay. Entre os itens já disponíveis estão formatos reconhecíveis, como animações virais, clipes de comédia e memórias visuais que circulavam há anos na rede. Cada item recebe comentário adicional de críticos ou dos criadores originais.
Objetivo de longo prazo
O BFI não pretende coletar apenas os vídeos mais vistos, mas compor um mosaico de como a internet se formou até hoje. A curadoria inclui animações, tutoriais, conteúdos de ASMR, videoclipes e formatos como machinimas e remixagens que moldaram a cultura online.
A curadoria envolve ainda a obtenção de permissões. Os responsáveis pelo acervo procuram os criadores para enviar o material original. O desafio é localizar artistas que ainda possuem os arquivos em seus dispositivos, às vezes guardados por décadas.
Desafios e contexto histórico
A preservação de conteúdos digitais vai além de uma simples playlist. A equipe avalia o impacto cultural de peças que podem ter surgido de comunidades online, fóruns e plataformas de curta duração. A ideia é capturar momentos que ajudaram a moldar o conteúdo atual.
Especialistas lembram que plataformas e formatos mudam rapidamente. A retirada de recursos, como o fim de tecnologias ou a migração de serviços, pode apagar significados inteiros de obras familiares ao público.
Relevância e futuro
Analistas apontam que o acervo do BFI pode servir como referência para estudos sobre a história da internet e da cultura de mídia compartilhada. A preservação de memes, vídeos curtos e formatos experimentais ajuda a compreender a evolução de narrativas visuais na era digital.
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