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Charli XCX diz que esta é a sua vida e não tem hobbies

Charli XCX abre espaço para vulnerabilidade e saúde mental, reconfigura a direção musical sem rótulos de gênero, apostando em parcerias e intimidade com a audiência

Photographs by GUS VAN SANT
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  • Charli XCX concedeu entrevista sobre a vida após Brat, saúde mental e o próximo álbum Music, Fashion, Film, com single Rock Music lançado quatro dias antes; ela afirma que o disco não é um álbum de rock.
  • A conversa ocorreu em meio a referências ao Hollywood Forever Cemetery, onde Charli comenta a estética do ensaio e menciona estar em meio a décadas de vida e carreira.
  • Brat a consolidou como fenômeno cultural, levou a SNL, turnês e várias nomeações ao Grammy; Charli pretende seguir inovando, sem fazer o mesmo álbum novamente.
  • O novo álbum foi criado em parceria com A. G. Cook e Finn Keane, gravado em Paris durante a fashion week; há uma faixa dedicada a Cook que aparece no disco.
  • Charli fala abertamente sobre ansiedade, terapia e uso mais moderado de redes sociais; pretende promover uma conexão mais íntima com fãs, incluindo eventos exclusivos.

Charli XCX abriu as portas para uma nova era musical em uma entrevista recente, conduzida em diferentes cidades dos EUA e moldada por um passeio incomum pelo cemitério Hollywood Forever. A inusitada sessão ocorreu pouco após o lançamento do single Rock Music, primeiro aperitivo do próximo álbum Music, Fashion, Film, com estreia prevista para 24 de julho. A artista britânica descreve a mudança de direção como parte de uma busca criativa, sem associar o trabalho a um único gênero.

A visita ao cemitério ocorreu em meio a uma ambientação de Garden of Legends, com lagos, árvores e mausoléus ao redor. Charli XCX apareceu em um conjunto denim sob medida e comentou o contexto histórico do local, que abriga nomes de cinema e música. Além do tom curioso, a visita serviu para falar sobre a forma como ela encara a vida criativa, a saúde mental e a agenda de divulgação do novo projeto.

Sobre o novo álbum, Charli destacou que a obra não é um retorno ao rock, embora o single de apresentação tenha soado com guitarras distorcidas e influências de rock. Ela afirma que não trabalha o conceito de gênero em termos binários, enfatizando uma parceria criativa com A. G. Cook e Finn Keane. A artista também comenta a inspiração de trabalhos anteriores, o manejo das redes sociais e a necessidade de manter a sanidade mental em meio à exposição pública.

No decorrer da entrevista, a cantora falou sobre a transição entre o marco de Brat, que a consolida como fenômeno cultural, e a nova abordagem mais íntima de comunicação com o público. Charli relatou uma relação complexa com a pressão de entrevistas longas, indicando que este pode ser o último grande diálogo com a imprensa por um tempo. Ela reforçou a importância de projetos colaborativos com amigos próximos e de manter a carreira alinhada aos seus próprios objetivos criativos.

A conversa também abordou a trajetória artística que começou na adolescência na Inglaterra, com estreia de álbuns e faixas que ajudaram a definir o estilo electro-pop/hyperpop. Charli elogiou a influência de colaboradores como Rostam Batmanglij e mencionou a participação de John Cale em uma trilha sonora, além de tratar de perdas pessoais que marcaram sua produção, incluindo a saudade de um amigo próximo no âmbito musical.

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