- Thomas Bangalter, ex-Daft Punk, tem se apresentando sem o capuz, em sets de DJ improvisados e em projetos que vão de balé a criações híbridas, sem se prender a rótulos.
- O músico lançou Mirage – Ballet for 16 Dancers, promoveu restaurações de filmes do Daft Punk e voltou a atuar em cidades como Paris, Londres e Nova York.
- Em entrevista, disse estar aprendendo a agir como humano novamente, sem o aparato da máscara, mantendo a ideia de que a arte pode existir fora do espetáculo ligado à dupla.
- Explica que escolhe faixas por associação e curiosidade, buscando surpresa entre estilos diferentes, mantendo uma visão de liberdade criativa e de resistência suave à inteligência artificial.
- Confirma novos trabalhos: uma instalação com Julian Charrière e Rampa na Art Basel, reforçando a circulação entre música, balé, arte contemporânea e outros formatos.
Thomas Bangalter, um dos integrantes da dupla Daft Punk, reaparece no cenário musical de forma discreta após o fim do grupo. Sem anúncio formal, ele tem conduzido uma temporada de atividades pouco heraldada, incluindo sets de DJ sem o capacete e composições para balé.
Ao longo dos últimos meses, Bangalter mostra-se menos contido e mais híbrido entre clube, balé e arte contemporânea. Entre apresentações em Paris, Londres e Nova York, ele usa a ausência do famoso traje robótico para afirmar uma presença humana e direta no palco.
A atuação recente inclui o ballet Mirage – Ballet for 16 Dancers, com direção de Damien Jalet e Kohei Nawa, além de restauros de filmes do Daft Punk e aparições em locais históricos da sua trajetória, como o Centre Pompidou. Em cada espaço, ele enfatiza a liberdade de explorar sem a máscara.
Mirage e Mythologies marcam a nova fase
Bangalter ressalta que seu retorno não foi planeado como um comeback, mas uma reaproximação gradual com a música e o público, sem o aparato midiático do passado. Em entrevistas, ele descreve a transição de personagem para presença aberta, sem abrir mão da imaginação que sempre o acompanhou.
A ligação entre balé, música eletrônica e arte visual orienta seus projetos recentes. Mirage, uma criação somática para ballet, busca texturas entre eletrônico e acústico, mantendo o foco na experiência sensorial e no serviço à coreografia.
Abordagem musical e visão de futuro
Ao falar sobre a seleção de faixas, Bangalter afirma não se ver como DJ tradicional, priorizando a liberdade criativa e a associação entre estilos distintos. A ideia é surpreender o público e escapar de continuações previsíveis, com uma prática centrada na improvisação e no momento.
No âmbito criativo, ele comenta a influência de filmes, romance, rock e música eletrônica, defendendo a coexistência de gêneros e a circulação entre plataformas, sem ficar preso a rótulos. Em novos projetos, trabalha com artistas como Julian Charrière e Rampa, além de colaborações com casas de arte e dança.
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