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Caos urbano piorou com as redes sociais, aponta Fausto Fawcett

Fausto Fawcett vê a internet como trem fantasma da atualidade, ligando caos urbano, desinformação e uma nova crônica sobre o país

Fausto Fawcett lançou, entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990, discos e livros marcados por narrativas poéticas, exageradas e febris sobre o cotidiano. Foto: Divulgação
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  • Fausto Fawcett lançou o projeto Animakina, cujo livro está previsto para o segundo semestre e nasce de observações nas redes sociais.
  • O espetáculo de imersão audiovisuais, em parceria com Paulo Beto, Mari Crestani e Jodele Larcher, já carrega o nome Animakina e reúne voz falada, música e projeções.
  • As letras continuam investigando o comportamento nas redes sociais, apontando que o ambiente virtual favorece desinformação e um tom existentialista sensationalista.
  • O disco Pesadelo Ambicioso, lançado neste início de ano em parceria com o trio Chelpa Ferro, nasceu de uma exposição de 2021 e virou livro em 2023.
  • Copacabana, onde vive, é destacada como bairro fértil para reflexões sociológicas sobre os contrastes do país, mantendo o Rio de Janeiro como referência para o conjunto de temas.

Fausto Fawcett, escritor, compositor e cantor, lançou entre o final dos anos 80 e o início dos 90 discos e livros com narrativas poéticas sobre o cotidiano, a cidade e seus submundos. O trabalho era marcado por imagens fortemente urbanas e uma visão crua da vida na cidade.

A canção Rio 40 Graus, criada por Fawcett em parceria com Laufer e Fernanda Abreu, sintetizava esse olhar de observador da realidade, mostrando beleza e caos convivendo na mesma linha do tempo. A obra tratava de contrastes, desejos, violência e influências do submundo.

Animakina e a era digital

Hoje o cantor avalia que o retrato do Rio extrapolou o quadro local para ganhar dimensão nacional. As temáticas continuam urbanas, com graus de complexidade e labirintos de situações, mas agora dialogando com a internet e as redes sociais.

Fawcett comenta que as narrativas antigas traziam uma mescla de mundanidade e boemia, com traços eróticos que davam leveza à crítica social. A nova fase passa a enfatizar impactos da vida online e da desinformação coletiva.

O próximo livro, Animakina, tem lançamento previsto para o segundo semestre e nasce desse olhar para a vida digital. O autor disse que vem coletando observações das redes, que revelam curiosidades, idiotices, diversão e informações.

Antes mesmo da publicação, Animakina dá nome ao espetáculo de imersão audiovisual em que Fawcett atua ao lado de Paulo Beto (guitarras e programações), Mari Crestani (baixo, saxofone e vocais) e Jodele Larcher (projeções). O formato mistura canto falado e crônicas urbanas.

No palco, o repertório reúne faixas de Fawcett para além dos trabalhos Favelost e Robôs Efêmeros, além de músicas inéditas. O show é descrito como uma rapsódia de urbanidade, com pitadas de delírio.

As composições mais recentes partem da investigação sobre o comportamento nas redes sociais, que Fawcett vê como um trem fantasma da atualidade. O tema guia tanto o processo criativo quanto a abordagem cênica do espetáculo.

No começo deste ano, o artista lançou o disco Pesadelo Ambicioso, em parceria com o trio Chelpa Ferro. O projeto nasceu como exposição em 2021 e virou livro em 2023, fortalecendo a relação entre arte, internet e cidade.

Copacabana, onde Fawcett reside no Rio, segue como campo fértil para suas reflexões sobre os contrastes do país. O bairro é visto como laboratório sociológico, mantendo vivos os temas de sua produção.

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