- Ear é um duo de Londres e Nova York, formado por Jonah Paz e Yaelle Avtan, que se conheceram em Bard.
- Depois do single de estreia “Nerve” (2024), eles conquistaram reconhecimento em festas universitárias e raves, com o álbum The Most Dear and The Future (ano passado).
- O novo álbum, Rumspringa, saiu na última semana pela A24 Music, mesclando folk suave com catarse eletrônica em momentos de caos controlado.
- Aberturas como “Coil” e “Rumspringa” usam gravações de áudio encontradas para criar um motivo ambiente de alienação, com trechos de filmes e sons domésticos.
- O disco chega ao seu ápice em “Ne Plus Ultra”, onde sintetizadores cortam vocais e elevam a intensidade, refletindo a passagem entre intimidade folk e energia eletrônica.
Ear, duo londrino-norte-americano formado por Jonah Paz e Yaelle Avtan, lança o álbum Rumspringa pela A24 Music. A obra utiliza uma costura de folk íntimo com catarse eletrônica, buscando uma experiência de maturação gradual. O trabalho aparece após uma fase de reconhecimento em festas universitárias e raves.
O grupo se revelou publicamente após o single de estreia Nerve, em 2024, e ganhou espaço na cena independente ao longo de 2023 com The Most Dear and The Future, um conjunto de faixas que misturam pop, ambient, folk e dança. A dupla formou-se durante os estudos na Bard College.
Rumspringa, lançado na semana passada, consolida uma direção mais suave, com melodias lo-fi que se elevam a momentos de caos sintético. As faixas iniciais Coil e Rumspringa orgulham-se de utilizar gravações avulsas, criando um tema de alienação que flutua entre sons de filmes, fitas instrucionais e ruídos domésticos.
O ponto de virada chega em Ne Plus Ultra, onde sintetizadores cortam as vozes em cadência de ondas, aumentando a intensidade a cada batida. A transição musical reforça a dicotomia entre a delicadeza do folk e a força catártica da eletrônica que permeia o disco.
O título faz referência à tradição Amish de permitir que jovens explorem o mundo fora da comunidade antes de decidir o retorno. Nesse sentido, Rumspringa é um registro de fronteiras, que narra a incerteza da vida adulta com uma sonoridade que transita entre o terno do folk e o impacto das bases eletrônicas.
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